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Rumo anuncia Daniel Rockenbach como presidente interino
Executivo assume a partir de 20 de julho no lugar de Pedro Palma; transição ocorre enquanto a controladora Cosan avalia a entrada de um novo sócio na companhia ferroviária
A Rumo terá Daniel Rockenbach como seu próximo presidente-executivo. Rockenbach, que comanda a Malha Sul da companhia, assumirá o cargo de forma interina a partir do próximo dia 20 de julho e substituirá Pedro Palma, que estava há dois anos na presidência e 13 na empresa.
O caráter interino da nomeação reflete o momento de transição societária da Rumo: a Cosan, controladora da companhia, está em processo de venda de parte de sua participação e deve receber ofertas vinculantes em meados do próximo mês. A entrada de um novo sócio pode resultar em mudanças adicionais na liderança executiva. A Rumo vale R$ 23 bilhões em bolsa, mas a ação acumula queda de 15% nos últimos doze meses.
Rockenbach tem 20 anos no setor ferroviário, dos quais 16 na Rumo, empresa na qual entrou em 2010, no ano de sua criação. Antes de assumir a Malha Sul, foi diretor comercial e COO da companhia. Anteriormente, trabalhou na MRS Logística e na ALL Logística.
Em defesa do Ibama
O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou no último sábado, dia 20, que não há obras federais paralisadas em Mato Grosso por licenciamento ambiental. E defendeu o Ibama das críticas de lideranças políticas do estado, que nos últimos meses atribuíram ao órgão atrasos em projetos de infraestrutura. A declaração foi feita durante a entrega do primeiro trecho da Ferrovia Estadual de Mato Grosso, 162 quilômetros de trilhos entre Rondonópolis e Dom Aquino, com terminal ferroviário na BR-070.
As críticas ao Ibama vinham sendo feitas pelo ex-governador e pré-candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil), que chegou a defender a extinção do órgão, pelo secretário da Casa Civil estadual, Mauro Carvalho, que atribuiu ao Ibama atrasos na duplicação da MT-251, e pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que cobrou mais agilidade federal na BR-158.
Segundo Santoro, antes de se apontar o Ibama como culpado, é necessário verificar se os estudos técnicos dos empreendimentos em questão foram apresentados corretamente e se as alternativas foram devidamente analisadas. “Muita gente fala: ‘eu quero passar por aqui a rodovia’. Fez os estudos? Apresentou as alternativas? É muito fácil falar e botar a culpa no Ibama”, disse.