Porto de Santos
Concessão do túnel Santos-Guarujá tem início previsto para julho
Concessionária prevê assinar o Termo de Transferência Inicial (TTI) no mês que vem; documento oficializa, de fato, o início da concessão
A TSG Concessionária, braço do grupo português Mota-Engil e vencedora do leilão do túnel Santos-Guarujá, informou que pretende assinar em julho o Termo de Transferência Inicial (TTI), documento que oficializa o início da concessão do empreendimento.
A partir desta assinatura é que serão definidas questões como a contratação de trabalhadores e a implantação das estruturas de apoio às equipes.
A empresa se manifestou ao BE News após o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, afirmar, em coletiva na última terça-feira (23), que a Mota-Engil deve apresentar ainda neste ano um plano de ação detalhando a estrutura necessária para atender os profissionais da obra. No entanto, devido a etapas ainda pendentes, esse cronograma pode não ser cumprido em 2026.
Em nota, a concessionária destacou que o projeto está atualmente em fase preparatória para a assinatura do TTI, prevista para julho. Informou também que as definições sobre contratação e estruturas de apoio serão responsabilidade da construtora que executará as obras – que só será contratada após essa etapa.
A expectativa é que o projeto gere cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos durante a execução, prevista para começar no primeiro semestre de 2027 e se estender até 2030 ou 2031. O investimento total estimado é de R$ 6,8 bilhões.
Pela magnitude da obra e quantidade de trabalhadores, a ideia é que um estudo feito pela construtora esclareça se haverá necessidade, por exemplo, de residências temporárias para os contratados; se haverá impacto na rede hoteleira, na saúde e na educação — e, em caso positivo, qual estratégia será adotada para não sobrecarregar esses serviços.
Quando o estudo estiver concluído, segundo a APS, será apresentado à comissão constituída pelas cidades envolvidas, APS, Marinha do Brasil, Capitania dos Portos, Aeronáutica e Governo do Estado de São Paulo. O grupo avaliará a estratégia sugerida e a redução de possíveis impactos aos moradores dos municípios que receberão a obra.