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Empresa de Maceió fornece itens de consumo a navios em seis estados
Maritime Ship Service atua há 21 anos no abastecimento de embarcações e planeja levar a operação para outras regiões do país
Uma empresa sediada em Maceió fornece, há 21 anos, itens de consumo a navios que circulam pelo Nordeste. A Maritime Ship Service entrega alimentos, ferramentas, materiais de escritório e produtos de limpeza para embarcações atracadas em portos de seis estados, e planeja ampliar essa atuação para outras regiões do país.
A empresa começou a operar depois que outra companhia, responsável pelo mesmo tipo de serviço no Porto de Maceió, encerrou as atividades. Segundo o CEO Thiago Nascimento, em entrevista para outro portal de notícias, o mercado de abastecimento de bordo era formado, até então, por fornecedores que atuavam apenas em seus próprios estados. A partir dessa lacuna, a Maritime passou a atender também Pernambuco e Sergipe.
Hoje a operação alcança embarcações nos portos de Natal, Cabedelo, Recife, Salvador, Barra dos Coqueiros e Aratu, a partir de uma base logística em Maceió, de onde saem caminhões refrigerados com os produtos destinados aos navios. Parte das mercadorias é comprada de fornecedores locais, outra parte vem de fornecedores em outros estados e, em pedidos mais específicos, a empresa recorre à importação.
Segundo a empresa, cerca de 70% da demanda está ligada à alimentação das tripulações, e os 30% restantes envolvem ferramentas, materiais de escritório, equipamentos de oficina e produtos de limpeza. O Porto de Suape, em Pernambuco, responde por cerca de 75% da movimentação da Maritime fora de Alagoas — volume que a empresa atribui ao tráfego de navios no terminal pernambucano.
PEDIDOS
A composição das tripulações influencia diretamente os pedidos recebidos pela empresa. Navios com trabalhadores filipinos, chineses, indianos ou muçulmanos solicitam produtos diferentes dos mais comuns no consumo interno brasileiro. Nascimento cita pedidos de temperos e ingredientes usados na culinária asiática, além de cortes de carne abatida conforme o rito halal, exigidos por tripulações muçulmanas.
Quando um item não está disponível entre os fornecedores de Maceió, a equipe de compras da empresa busca alternativas em outros estados ou no exterior. Em um caso citado por Nascimento, um navio em manutenção em um estaleiro precisou de um equipamento técnico que não havia sido encontrado na praça local; o item foi localizado fora do estado e entregue dentro do prazo do reparo.
FUTURO
A empresa avalia agora estender a operação a portos de outras regiões do Brasil. De acordo com Nascimento, esse movimento depende de uma reorganização interna e de investimento em processos, já que a estrutura atual foi construída em torno da escala regional no Nordeste.
A expansão também é discutida em meio a mudanças mais amplas na indústria marítima, como a digitalização das operações portuárias, a descarbonização da frota e a redução do número de tripulantes a bordo dos navios.
Segundo Nascimento, a diminuição de tripulações deve reduzir, no longo prazo, a demanda por itens de consumo, ao mesmo tempo em que cresce a procura por serviços ligados a dados, equipamentos, softwares e manutenção especializada — tendência que, segundo ele, deve orientar os próximos investimentos da empresa.