Infraestrutura
Mato Grosso do Sul terá primeiro complexo de transição energética
Atvos lança pedra fundamental de nova usina de etanol de milho em Nova Alvorada do Sul, com investimento de R$ 2 bilhões
O primeiro complexo de transição energética de Mato Grosso do Sul será instalado em Nova Alvorada do Sul. O projeto foi lançado oficialmente nesta quarta-feira (1º) e prevê a integração da produção de etanol de cana-de-açúcar, milho e biometano em uma única unidade industrial.
O empreendimento será desenvolvido pela Atvos, que anunciou investimentos de R$ 2 bilhões no complexo nos últimos três anos. As obras da nova planta de etanol de milho estão previstas para começar no segundo semestre de 2026 e devem gerar cerca de 2 mil empregos durante a fase de construção. O início das operações está previsto para o primeiro semestre de 2028.
O lançamento da pedra fundamental contou com a participação do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel. Segundo ele, o empreendimento fortalece a política estadual de descarbonização e amplia as oportunidades de desenvolvimento econômico. “Um novo centro integrado de produção de energia de maneira rara no Brasil, produzindo etanol de milho, cana e biometano. Este projeto além de gerar empregos para nossa gente, ainda contribui com a nossa política de carbono neutro. Isto gera novas oportunidades e investimentos. Não são apenas benefícios ambientais, mas também econômicos”, afirmou.
O CEO da Atvos, Bruno Serapião, afirmou que o empreendimento dará origem ao primeiro complexo de transição energética do estado e destacou os ganhos operacionais da integração das diferentes fontes de produção. “Uma usina integrada é muito mais eficiente do que uma sozinha. Aqui vamos produzir 100% da biomassa do etanol de milho. Energia limpa e sustentável. Queremos baixar custos, gerar mais produção, dar mais oportunidades, porém sempre respeitar o meio ambiente”, disse.
Nova planta
Quando entrar em operação, a nova unidade terá capacidade para processar 642 mil toneladas de milho por ano. A expectativa é produzir anualmente 273 mil metros cúbicos de etanol, além de 183 mil toneladas de DDG, coproduto utilizado na nutrição animal, e 13 mil toneladas de óleo de milho.
A nova planta integra a expansão da Unidade Santa Luzia, que passará a reunir diferentes rotas de produção de biocombustíveis em um mesmo complexo, combinando cana-de-açúcar, milho e biometano para ampliar a oferta de soluções de baixo carbono.