Portos
Canal do Porto de Santos é reaberto após paralisação por nevoeiro
Navegação ficou suspensa desde a madrugada desta quinta-feira (2) devido à baixa visibilidade; travessias litorâneas também foram afetadas
A navegação no Porto de Santos foi suspensa desde a madrugada desta quinta-feira (2) em razão da baixa visibilidade causada por intenso nevoeiro. A condição também afetou travessias litorâneas na região.
O canal permaneceu fechado durante toda a manhã após a visibilidade cair para menos de 500 metros, conforme determinação da Capitania dos Portos de São Paulo. A medida interrompeu as manobras de embarcações e impactou as operações do maior complexo portuário da América Latina.
Ao todo, 10 operações deixaram de ser realizadas no período, sendo 7 entradas e 3 saídas de navios. Com a melhora das condições climáticas, o canal foi reaberto e a navegação retomada de forma gradual no início da tarde de hoje.
Essa foi a segunda interrupção consecutiva provocada pelo nevoeiro. Na quarta-feira (1º), o acesso ao porto já havia sido fechado em dois momentos pelo mesmo motivo.
Travessias litorâneas
A baixa visibilidade também atingiu as travessias litorâneas administradas pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). Como medida preventiva, algumas linhas tiveram as operações suspensas temporariamente entre a noite de quarta-feira (1º) e a manhã desta quinta-feira (2).
Foram afetadas as travessias Guarujá–Bertioga, interrompida das 22h24 às 23h59, das 6h28 às 6h37 e das 7h03 às 7h20; Cananéia–Ilha Comprida, paralisada entre 1h19 e 4h30; Santos–Guarujá, suspensa das 5h10 às 6h28; e Vicente de Carvalho–Santos, interrompida entre 5h40 e 7h42.
De acordo com a Semil, todas as travessias operam normalmente neste momento. A pasta ressaltou que as paralisações seguem protocolos de segurança e que as operações são retomadas assim que as condições de navegação se tornam seguras. As equipes seguem monitorando o clima.
Impactos na navegação
Segundo o diretor de Relações Institucionais da Praticagem de São Paulo, Carlos Alberto de Souza Filho, a interrupção da navegação ocorre quando a visibilidade atinge níveis críticos. “Quando essa visibilidade está inferior a 500 metros, já é um indício objetivo de que precisamos interromper a navegação”, afirmou.
O especialista explica que, em determinados momentos, o nevoeiro pode reduzir a visibilidade a praticamente zero, o que exige a suspensão imediata das manobras ou a adoção de medidas de segurança, como o fundeio das embarcações.
Carlos Alberto destacou ainda que a decisão de interromper o tráfego é da autoridade marítima, com base no assessoramento técnico da praticagem, responsável pela segurança das manobras no porto. Ele acrescenta que, quando há embarcações em operação durante a formação do nevoeiro, os comandantes recorrem a instrumentos como radar e cartas eletrônicas para garantir a navegação segura.