Agronegócio
Brasil amplia acesso de produtos agropecuários à Malásia, Quênia e Turquia
Negociações sanitárias autorizam novas exportações, incluindo insumos para alimentação animal, castanha de baru e material genético bovino
O governo federal informou nessa quinta-feira (2) a conclusão de negociações sanitárias que abriram novos mercados para produtos do agronegócio na Malásia, no Quênia e na Turquia. As autorizações ampliam a pauta exportadora brasileira nesses países e incluem diferentes insumos destinados à alimentação animal, além de produtos como castanha de baru e material genético bovino.
Na Malásia, as autoridades sanitárias passaram a permitir a importação de produtos de ovos destinados à alimentação animal. Em 2025, o país comprou cerca de US$ 1,2 bilhão em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para itens do complexo sucroalcooleiro, café, cereais, farinhas e preparações.
O Quênia autorizou a entrada de farinhas e óleos de pescado, ingredientes hemoderivados, farinhas e gorduras de origem animal, além de flavorizantes para alimentação animal. No ano passado, as exportações brasileiras de produtos agropecuários para o mercado queniano somaram aproximadamente US$ 57 milhões, concentradas principalmente em produtos do complexo sucroalcooleiro, produtos florestais, cereais, farinhas e preparações.
Já a Turquia abriu seu mercado para a castanha de baru torrada, material genético bovino, peixes, óleo de peixe e outros animais aquáticos destinados à alimentação animal. Em 2025, o país importou cerca de US$ 3,2 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, sobretudo do complexo soja, além de café, fibras e produtos têxteis.
Segundo o governo federal, as novas autorizações ampliam as oportunidades para as exportações brasileiras em mercados que já mantêm relações comerciais com o agronegócio nacional.
Com os novos anúncios, o Brasil acumula 651 aberturas de mercado para produtos agropecuários desde o início de 2023. De acordo com o governo, os resultados decorrem da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério das Relações Exteriores nas negociações.