Aviação
Passagem aérea teve queda no preço médio em 2025
Segundo Anuário da Anac, tarifa doméstica recuou 3,3% em termos reais, mas mercado continuou oferecendo bilhetes de R$ 300 a mais de R$ 1.500
A tarifa doméstica anual média do transporte aéreo brasileiro recuou 3,3% em termos reais em 2025, segundo o Anuário do Transporte Aéreo da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O levantamento mostra que, apesar da redução do valor médio dos bilhetes, o mercado continuou oferecendo passagens em diferentes faixas de preço, desde tarifas inferiores a R$ 300 até bilhetes vendidos por mais de R$ 1.500.
Os dados indicam que 23,8% das passagens comercializadas ao público geral custaram menos de R$ 300 ao longo do ano. Na outra ponta, apenas 6,8% dos bilhetes foram vendidos acima de R$ 1.500. Entre esses dois extremos concentrou-se a maior parte das vendas realizadas pelas empresas aéreas no mercado doméstico.
Além da redução da tarifa média, o levantamento aponta queda de 4,9% no yield doméstico, indicador que representa a receita obtida por quilômetro voado. Tanto a tarifa média quanto o yield foram calculados em valores reais, corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), permitindo a comparação com o desempenho registrado em 2024.
Os números reforçam que a tarifa média anual representa o comportamento do conjunto das vendas realizadas durante o ano, e não o preço de uma passagem específica. Na prática, os valores variam conforme fatores como antecedência da compra, época da viagem, oferta de assentos e demanda em cada rota.
O anuário considera apenas as tarifas efetivamente comercializadas ao público em geral, excluindo bilhetes vendidos em condições especiais ou com descontos restritos. Dessa forma, o indicador busca retratar o comportamento médio do mercado brasileiro de transporte aéreo regular.
A divulgação da distribuição das tarifas também permite acompanhar como os preços se espalham pelo mercado. Embora quase um quarto dos bilhetes tenha sido vendido por menos de R$ 300, a existência de passagens acima de R$ 1.500 mostra que o transporte aéreo continua operando com diferentes níveis de preço, conforme as características de cada viagem. O levantamento da Anac não detalha a participação das demais faixas tarifárias, mas indica que a maior parcela das vendas ocorreu entre esses dois extremos.
Os indicadores foram divulgados em um ano marcado por recordes na movimentação aérea. Em 2025, o mercado doméstico ultrapassou pela primeira vez a marca de 100 milhões de passageiros transportados, demonstrando que a expansão da demanda ocorreu simultaneamente à redução da tarifa média anual em termos reais. O anuário, no entanto, limita-se à apresentação dos dados estatísticos e não estabelece relação de causa e efeito entre esses movimentos.
Menos aeroportos receberam voos regulares em 2025
O número de aeroportos brasileiros atendidos por voos regulares domésticos diminuiu em 2025, mesmo em um ano de recordes para a aviação comercial. Segundo o Anuário do Transporte Aéreo da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), 135 aeroportos receberam operações regulares ao longo do ano, contra 151 registrados em 2024, uma redução de 10,6%.
O levantamento não apresenta as razões para a diminuição do número de aeroportos atendidos nem detalha quais terminais deixaram de receber operações. O dado é registrado apenas como parte da evolução da infraestrutura aeroportuária brasileira.
A redução ocorreu em um contexto de expansão do mercado doméstico. No mesmo período, o país registrou 101 milhões de passageiros transportados, cerca de 797 mil voos e taxa média de ocupação das aeronaves de 83,6%, os maiores resultados da série histórica da agência reguladora.
Os números mostram que o crescimento da demanda por transporte aéreo foi acompanhado por operações concentradas em um número menor de aeroportos com voos regulares. Sem avançar sobre as causas desse movimento, o anuário registra apenas a evolução dos indicadores, que passaram a compor o balanço estatístico do setor em 2025.