Portos
Porto de Santos: PM e caminhoneiros entram em confronto
Paralisação também começou a impactar o fluxo de caminhões e provoca filas na Cônego Rangoni e no Sistema Anchieta-Imigrantes
O segundo dia da greve nacional dos caminhoneiros foi marcado por confronto entre manifestantes e policiais militares na região da Alemoa, em Santos, na manhã desta terça-feira (14). A mobilização integra o movimento da categoria para pressionar o Senado Federal a votar a MP do Frete.
Segundo a Polícia Militar, a confusão começou após um dos participantes arremessar uma pedra contra um veículo. Durante a ação, os policiais utilizaram bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes e conter o tumulto.
Os protestos ocorreram em meio à mobilização de caminhoneiros na Baixada Santista, que entrou no segundo dia com atos em diferentes pontos da região e reflexos nas vias de acesso ao Porto de Santos.
Até o momento, não há informações sobre feridos ou detidos.
Congestionamentos nas rodovias
Além do confronto, a paralisação provocou aumento no fluxo de caminhões em direção aos pátios reguladores da Baixada Santista, gerando grandes filas na Rodovia Cônego Domênico Rangoni, em Cubatão, no sentido Guarujá. O congestionamento também afetou trechos do Sistema Anchieta-Imigrantes.
A Ecovias informou que o aumento no volume de veículos exigiu a adoção de medidas operacionais para gestão do tráfego, em conjunto com os órgãos competentes, com o objetivo de reduzir os impactos na circulação e garantir a segurança dos motoristas.
Os caminhoneiros reivindicam a votação da MP do Frete, já aprovada pela Câmara dos Deputados e que corre risco de perder a validade. A proposta altera regras do piso mínimo do transporte rodoviário de cargas e prevê benefícios para a categoria.
A reportagem entrou em contato com a Autoridade Portuária de Santos (APS) e com a Prefeitura de Santos, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.