quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Dolar Com.
Euro Com.
Libra Com.
Yuan Com.
BE News
  • Editorias
    • Nacional
    • Região Norte
    • Região Nordeste
    • Região Centro-Oeste
    • Região Sudeste
    • Região Sul
    • Internacional
    • Portugal
    • Expediente
  • Últimas Notícias
  • Colunas
    • HUB
    • BE Job
    • Mundo Corporativo
    • tecnologia & inovação
    • Espaço Abtra
    • Estilo BE
    • Vitrine
  • Opiniões
Olá,
Jornal BE News - Edição de Hoje

Comércio exterior

Brasil foi tarifado por não se curvar a Trump, diz Mauro Vieira

Atualizado em: 17 de July de 2026 às 9:34
Da Redação Enviar e-mail para o Autor Estadão Conteúdo

Ministro das Relações Exteriores sobe o tom após os Estados Unidos aplicarem mais uma tarifa aos produtos brasileiros, agora de 25%

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quinta-feira, 16, que os Estados Unidos aplicaram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros porque o País não se curvou às pretensões do presidente americano, Donald Trump. Segundo Vieira, durante as negociações, a Casa Branca exigiu a “capitulação” do Brasil.

“O que incomoda o governo dos Estados Unidos é o fato de o Brasil não ter se curvado às pretensões desmedidas e às demandas irrazoáveis apresentadas no curso das negociações”, disse Vieira, em declaração a jornalistas no Palácio do Itamaraty. 

“Cito como exemplo demandas de abertura total e irrestrita e exclusiva aos Estados Unidos de setores inteiros à economia brasileira, sem qualquer contrapartida para os produtos brasileiros. Em outras palavras, exigiam a capitulação.”

Vieira também declarou que, desde março de 2025, o governo brasileiro teve mais de 30 reuniões presenciais, virtuais ou por telefone com representantes da Casa Branca. Somente com o secretário de Estado, Marco Rubio, e com o Representante Comercial dos EUA, Jamierson Greer, foram feitos 11 contatos.

O ministro defendeu o Brasil dos temas investigados pela Seção 301 que, segundo ele, foi apenas uma forma encontrada pelo governo americano para driblar a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que impedia a aplicação de tarifas de forma unilateral, como a taxa de 50% aplicada sobre o País em julho do ano passado.

Segundo Vieira, as práticas comerciais brasileiras são legítimas e não prejudicam o comércio dos Estados Unidos. “Todas as alegações dos norte-americanos para justificar a aplicação de tarifas não têm lastro na realidade”, disse.

“O Pix é uma infraestrutura pública de pagamentos criada pelo Banco Central e está disponível a todas as instituições que atuam no Brasil. Não é sério falar em competição desleal gerada pelo Pix. As acusações sobre desmatamento também são absurdas. Desde 2022, reduzimos significativamente o desmatamento na Amazônia e no Cerrado”, declarou.

Vieira convocou jornalistas para anunciar a posição do Brasil após o governo americano ter anunciado, na noite de quarta-feira, 15, a imposição de tarifas de 25% sobre os produtos brasileiros, com base na investigação da Seção 301.

Nos bastidores, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutem duas opções: usar a Lei de Reciprocidade contra os Estados Unidos e elevar o tom do conflito, ou seguir nas negociações diplomáticas feitas desde o início da investida do presidente americano, Donald Trump, contra o Brasil, em julho de 2025, para tentar desfazer a nova taxação.

Compartilhe:
TAGS Banco Central Estados Unidos Mauro Vieira Tarifa Trump
Baixe nosso aplicativo!
Disponível no Google Play Disponível na Apple Store
Código de Compliance Política de Privacidade Termos de Uso
BE News
Instagram
Facebook
Linkedin
Youtube
Telegram
© 2025 BE News | O conteúdo do Portal BE News é protegido por lei. Qualquer reprodução (total ou parcial), sem a prévia autorização, é proibida.
Desenvolvido por: Logo Mosten