Aviação
Embraer prevê demanda por 8,5 mil jatos de até 150 assentos até 2045
Market Outlook 2026 estima mercado de US$ 650 bilhões e aponta crescimento do transporte aéreo global, com destaque para a expansão da China e da América Latina
A Embraer projeta que o mercado mundial demandará 8,5 mil novos jatos comerciais de até 150 assentos até 2045, volume estimado em cerca de US$ 650 bilhões. A previsão integra o Market Outlook 2026, relatório anual da fabricante divulgado antes da realização do Farnborough Air Show, nesta semana, na Inglaterra.
Segundo o documento, o crescimento da demanda será impulsionado pela expansão do transporte aéreo global, pela reorganização das cadeias produtivas e pela maior necessidade de conectividade entre cidades de menor porte. O estudo também analisa tendências econômicas e operacionais em sete regiões do mundo, além de apresentar perspectivas para o mercado de aeronaves cargueiras com capacidade inferior a 40 toneladas, incluindo projeções para conversões de aviões de passageiros em cargueiros.
Na apresentação do relatório, o presidente e CEO da Aviação Comercial da Embraer, Arjan Meijer, afirma que as mudanças na forma como pessoas, capital e mercadorias circulam globalmente devem alterar os fluxos futuros do transporte aéreo.
Segundo o executivo, a expansão de polos avançados de manufatura e de cadeias de valor regionais tem sustentado a demanda por rotas eficientes e de alta frequência entre centros econômicos emergentes. Ele também destaca que mudanças nas preferências dos consumidores ampliam a busca por maior conectividade em mercados de menor porte, principalmente ligados ao turismo, favorecendo a utilização de aeronaves com capacidade inferior a 150 assentos.
O Market Outlook 2026 estima que o tráfego global de passageiros, medido em receitas por passageiros por quilômetro (RPK), crescerá, em média, 3,7% ao ano até 2045. Entre as regiões analisadas, a China deverá registrar a maior expansão anual, de 5,2%, seguida por Oriente Médio (4,6%), África (4,4%), América Latina e Caribe (4,3%), Ásia-Pacífico (4,1%), Europa (2,7%) e América do Norte (2,0%).
A Embraer também projeta mudanças na distribuição da demanda mundial por transporte aéreo. Em 2045, Ásia-Pacífico e China deverão concentrar, juntas, 40% do tráfego global de passageiros medido em RPK, enquanto Europa e América do Norte responderão por 37%.
Em relação às entregas de aeronaves, a fabricante estima que a América do Norte continuará sendo o principal mercado para jatos de até 150 assentos, com 2.670 unidades, equivalentes a 31% das entregas globais previstas. Na sequência aparecem Europa e Comunidade dos Estados Independentes (CEI), com 1.870 aeronaves (22%); China, com 1.470 unidades (17%); Ásia-Pacífico, com 1.050 (13%); América Latina, com 740 (9%); África, com 370 (4%); e Oriente Médio, com 330 aeronaves, também representando 4% do total previsto para o período.