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Jornal BE News - Edição de Hoje

Petróleo e Gás

Petróleo fecha em queda após disparada provocada pela guerra

Atualizado em: 25 de July de 2026 às 9:21
Da Redação Enviar e-mail para o Autor Estadão Conteúdo

Investidores realizam lucros e monitoram esforços diplomáticos para reabrir negociações entre Estados Unidos e Irã

O petróleo fechou em queda nesta sexta-feira, 24, apesar da alta de quase 10% na semana após o salto na véspera, em meio aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. Além do possível ajuste técnico, os investidores acompanham os esforços do Paquistão, com o apoio da China, para retomar as negociações entre Estados Unidos e Irã.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro fechou em queda de 3,12% (US$ 2,88), a US$ 89,31 por barril. O petróleo Brent para o mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em queda de 3,88% (US$ 3,91), a US$ 96,78 o barril. Já o contrato mais líquido do Brent, o de outubro, caiu 2,74%, a US$ 91,68 por barril. Na semana, o WTI acumulou alta de 9,2% e o Brent para setembro subiu 9,85%, enquanto o de outubro avançou cerca de 6%.

O petróleo já abriu a sessão em queda, depois de o Brent atingir na quinta o nível de US$ 100 por barril pela primeira vez em dois meses. O recuo se intensificou após a Reuters relatar que o Paquistão está explorando um caminho para a retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, que estão paralisadas, numa iniciativa liderada pela China.

Apesar do recuo no petróleo, Estados Unidos e Irã continuaram com suas ações militares no Golfo Pérsico, chegando ao 13º dia consecutivo de ataques. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, ameaçou os países europeus contra a utilização de suas bases militares pelos americanos como plataforma para ataques.

Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que recebeu garantias dos presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, de que seus países não fornecerão armas ao Irã. Na quinta, o presidente americano disse que avalia ataques ainda mais fortes ao país persa.

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TAGS geopolítica Oriente Médio petróleo
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