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Rodovias

Terceira pista da Imigrantes entra em nova fase, mas obras seguem sem data

3 de August de 2026 às 9:35
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

EcoRodovias espera definir até o fim do ano o modelo de implantação da obra e o reequilíbrio do contrato; governo de SP negocia condições para emitir licença de instalação

A EcoRodovias deve concluir entre agosto e setembro o projeto executivo da terceira pista do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), etapa considerada decisiva para destravar as negociações com o governo de São Paulo sobre a execução da obra. A expectativa da concessionária é fechar ainda neste ano o modelo de implantação do empreendimento e a forma como ele será incorporado ao contrato de concessão, que compreende 176,9 quilômetros de rodovias entre a Região Metropolitana de São Paulo e o Porto de Santos.

Durante teleconferência de resultados do segundo trimestre de 2026, o diretor-presidente da empresa, Marcello Guidotti, afirmou que os estudos estão praticamente concluídos e que a concessionária prepara a entrega do dossiê técnico definitivo, reunindo o projeto executivo e todas as especificações da obra. Segundo ele, somente após essa etapa será possível avançar nas discussões sobre o modelo contratual que viabilizará o investimento.

A intenção da companhia é chegar ao fim do segundo semestre com duas definições concluídas: como a terceira pista será executada e qual será o mecanismo para remunerar o investimento. Guidotti explicou que as negociações deverão estabelecer a estrutura do aditivo contratual, a contraprestação da concessionária e o reequilíbrio econômico-financeiro da concessão, pontos que servirão de base para calcular o volume de recursos necessário à implantação do projeto.

Na avaliação do executivo, trata-se do principal investimento atualmente em discussão pela EcoRodovias. “É um aditivo realmente transformador”, afirmou. A previsão da empresa é que as obras tenham duração entre quatro e cinco anos, período que também permitirá estruturar soluções de capital para financiar a intervenção.

Guidotti afirmou que a terceira pista passou a ocupar posição central na estratégia da concessionária. Segundo ele, com o ciclo dos grandes leilões de rodovias praticamente encerrado, a companhia voltou seu foco para ampliar e modernizar os ativos já concedidos, principalmente por meio de revisões quinquenais e aditivos contratuais. Entre todos os projetos em análise, destacou a ampliação do Sistema Anchieta-Imigrantes como a iniciativa de maior porte.

Negociações

A conclusão do projeto executivo ocorre paralelamente às negociações conduzidas pelo governo paulista para permitir o avanço do licenciamento da obra. Em entrevista ao programa Conexão Infra, da CNN Brasil, a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo, Natália Resende, afirmou que Estado e concessionária ainda trabalham na definição das adaptações contratuais necessárias para viabilizar a emissão da licença de instalação, documento que autoriza o início da construção.

Segundo a secretária, o foco das tratativas está justamente nas recomposições do contrato de concessão exigidas pela implantação da terceira pista. “Estamos discutindo a adequação necessária para a licença de instalação, junto com a concessionária e internamente, para definir o contrato e as recomposições necessárias”, disse.

Embora ainda não exista previsão para o início das obras, o empreendimento avançou em março deste ano ao receber a licença prévia do Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente), que atestou a viabilidade ambiental do projeto. A emissão da licença de instalação, no entanto, depende da conclusão das negociações entre o Estado e a EcoRodovias.

Pleito antigo do setor portuário, a terceira pista é considerada uma das principais intervenções para ampliar a capacidade do corredor rodoviário que liga a capital ao Porto de Santos. O projeto integra a estratégia do governo paulista de melhorar os acessos aos portos de Santos e São Sebastião, aumentar a fluidez logística e dar maior eficiência ao transporte da produção, especialmente do agronegócio. Para operadores portuários, a ampliação é fundamental para reduzir os congestionamentos frequentes no Sistema Anchieta-Imigrantes, apontados há anos como um dos principais entraves à competitividade do maior porto do país.

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TAGS Ecorodovias rodovias Sistema Anchieta-Imigrantes
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