Brasil Export
Mulheres avançam em cargos estratégicos da infraestrutura
O avanço foi destaque no Encontro do Conselho Feminino do Grupo Brasil Export, realizado nesta terça-feira (4), em Brasília
As mulheres representam 37,2% da força de trabalho no transporte aéreo, 16,8% no transporte terrestre e 14,6% no setor aquaviário no Brasil. Apesar da participação ainda limitada em áreas operacionais, cresce o protagonismo feminino em cargos estratégicos da infraestrutura nacional.
O avanço foi destaque no Encontro do Conselho Feminino do Grupo Brasil Export, realizado nesta terça-feira (4), em Brasília. O evento reuniu representantes de agências reguladoras, ministérios, empresas públicas e entidades do setor para discutir os desafios da logística brasileira e o papel das mulheres na formulação de políticas públicas voltadas ao transporte, sustentabilidade e desenvolvimento.
Os encontros do Conselho ocorrem mensalmente e têm como objetivo fortalecer a presença feminina nos debates sobre infraestrutura, logística e mobilidade, além de promover a troca de experiências entre poder público, iniciativa privada e academia.
Participação em cargos estratégicos
Entre as participantes estiveram lideranças como a presidente interina da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Cristiane Collet Battiston; a diretora da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Cristina Castro; a superintendente de Inteligência de Mercado da Infra S.A., Lilian Campos; a gerente de Meio Ambiente e Transição Energética da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcela Braga Anselmi; a secretária-executiva adjunta do Ministério de Portos e Aeroportos, Luiza Deusdará; a ouvidora da pasta, Maíra Nascimento; a superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Pessoas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Cynthia Ruas; e a gerente-executiva da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Danielle Bernardes.
Durante a abertura, Lilian Campos apresentou dados com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), evidenciando a distribuição feminina nos diferentes modais de transporte.
Os números indicam que, embora ainda haja desigualdade na base operacional, as mulheres avançam na liderança de órgãos públicos e instituições responsáveis pelo planejamento e regulação da infraestrutura.
Integração e políticas públicas
Os debates também destacaram a importância de uma atuação integrada entre diferentes áreas da infraestrutura, com maior conexão entre políticas públicas, investimentos e as demandas da população.
Para Cristiane Collet Battiston, o acesso a serviços essenciais, como o abastecimento de água, tem impactos diretos na vida das mulheres.
“Os impactos são muito maiores para as mulheres, especialmente pelo papel do cuidado. Quando não há acesso à água, muitas deixam de estudar ou trabalhar, além de assumirem a responsabilidade pelo cuidado quando alguém adoece”, afirmou.
Segundo ela, o cenário reforça a responsabilidade das instituições na ampliação do acesso aos serviços básicos.