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Lula diz que enviará a Trump dados sobre queda do desmatamento na Amazônia
Presidente afirmou que números do Inpe serão encaminhados ao líder norte-americano após desmatamento ilegal ser citado entre as justificativas para o tarifaço contra o Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que enviará ao presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, os dados mais recentes sobre a queda do desmatamento na Amazônia. A fala ocorre no último sábado, durante encontro do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) em Taboão da Serra. Lula lembrou que, entre os argumentos utilizados pelo governo estadunidense para justificar o tarifaço, estava o desmatamento ilegal.
“Fiz questão de tirar fotografia dos números porque, para os Estados Unidos, nesse novo tarifaço que fizeram para o Brasil, um dos motivos era que a gente não cuidava do desmatamento. Quero preparar os números e mandar para o meu amigo Trump. Pra ele saber que quem o informou não informou sobre a verdade.”
Dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real, apresentados na última sexta-feira pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indicam que o desmatamento na Amazônia teve queda de 36,87% entre agosto de 2025 e julho de 2026, menor valor desde 2016, quando iniciou a série histórica.
Segurança jurídica
A consolidação de um ambiente de regulação transparente e institucionalmente estável é o principal pilar para destravar novos investimentos e elevar a competitividade dos portos brasileiros, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, durante a cerimônia de abertura do Seminário de Direito Portuário, realizada na última semana, em Itajaí, no litoral norte catarinense. O evento foi realizado para debater os nós jurídicos que afetam a sustentabilidade contratual, a governança e as licitações no setor aquaviário.
Em sua fala, Tomé Franca destacou que o Ministério tem intensificado a articulação com o Congresso Nacional e o Judiciário para construir balizas regulatórias que protejam os contratos de longo prazo contra volatilidades políticas ou intervenções inesperadas. “A segurança jurídica é um elemento essencial para garantir confiança aos investidores e assegurar a continuidade dos projetos de infraestrutura”, enfatizou.
Tempestades no RS
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul atualizou para 2.686 o número de pessoas desalojadas no estado em decorrência de uma linha de instabilidade associada à uma frente fria, que causou fortes tempestades na região, com estragos registrados em 117 municípios, incluindo destelhamentos, quedas de árvores e de postes de energia. Segundo o órgão, essas fortes chuvas e ventos foram formados por uma frente fria, e não por causa do ciclone bomba.