Porto de Santos
Sindisan cobra empresa por atrasos na devolução de contêineres
Transportadoras relatam falta de janelas e demora na aprovação de agendamentos pela Melog; empresa afirma que ajustou sistema e criou canal direto com o setor
A falta de janelas para devolução de contêineres vazios e a demora na aprovação de agendamentos foram discutidas em reunião entre o Grupo de Trabalho de Assuntos Portuários do SINDISAN e a MEDLOG, operadora logística ligada à MSC responsável pela gestão de depots na região da Baixada Santista. O encontro ocorreu na última sexta-feira (7).
Representantes das transportadoras relataram problemas na operação, principalmente relacionados à demora na validação de horários já solicitados. Um dos casos apresentados envolveu um contêiner cujo agendamento foi feito na sexta-feira para devolução na terça-feira seguinte, às 4h, mas que ainda não havia sido aprovado até a noite de segunda-feira.
Durante a reunião, a MEDLOG informou que parte dos atrasos estava relacionada ao critério utilizado para priorizar as solicitações. Segundo a empresa, o sistema considerava a data do agendamento, e não a data em que o pedido havia sido feito, o que poderia prejudicar transportadoras que se antecipavam na programação.
A operadora informou que uma atualização do sistema entrou em funcionamento na última terça-feira (4) para corrigir o procedimento. A meta é reduzir o prazo de aprovação dos agendamentos para até 24 horas.
Como parte dos encaminhamentos, SINDISAN e MEDLOG também criaram um canal direto de comunicação para tratar de ocorrências operacionais e agilizar o encaminhamento de problemas apresentados pelas transportadoras.
Capacidade dos pátios
A MEDLOG apresentou ainda dados sobre o crescimento do fluxo de contêineres na região e o desequilíbrio entre os volumes de importação e exportação. Segundo a empresa, esse cenário aumenta a pressão sobre a capacidade dos pátios e a disponibilidade de janelas para devolução dos equipamentos.
A operadora reconheceu que existem limitações físicas para o recebimento diário de contêineres vazios, mas afirmou que mudanças nos critérios de aprovação e melhorias na comunicação podem reduzir os impactos sobre as transportadoras.
Para o coordenador do Grupo de Trabalho de Assuntos Portuários do SINDISAN, Pedro Bala Sorbello, a reunião permitiu esclarecer as causas dos problemas e aproximar as entidades.
Ao final do encontro, a MEDLOG convidou associados do SINDISAN e integrantes da Comjovem Santos para visitas técnicas ao terminal. A proposta é apresentar o funcionamento do processo de agendamento e devolução de contêineres.
O SINDISAN informou que continuará atuando na interlocução com operadores logísticos para buscar soluções que aumentem a previsibilidade das operações e reduzam os impactos para as transportadoras.