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Comércio exterior

Abimaq pede que governo não use lei da reciprocidade contra EUA

Atualizado em: 22 de July de 2026 às 10:55
Da Redação Enviar e-mail para o Autor Estadão Conteúdo

Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos sugere ações em duas frentes: crédito, via Plano Brasil Soberano, e busca de novos mercados

O presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, disse a jornalistas que a entidade pediu ao governo brasileiro que não adote a Lei da Reciprocidade Econômica diante da nova tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

“Eu acredito que o governo não fará retaliação, não haverá lei de reciprocidade, o que nós apoiamos. Nós somos contra a utilização”, disse Velloso a jornalistas após reunião com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa.

“Nós entendemos que o tarifaço tem um cunho político por parte dos norte-americanos e o que nós temos que fazer, com pragmatismo, é nos aproximar e continuar na mesa de negociação”, prosseguiu o representante da Abimaq. 

Segundo ele, a ideia é continuar no caminho da diplomacia de Estado e da diplomacia empresarial. “A reciprocidade ou qualquer retaliação só tiraria o Brasil da mesa de negociação. E eu acredito que o governo não vai adotar essa ferramenta”, avaliou.

Velloso ainda informou que pediu ao governo para trabalhar em duas frentes: a da competitividade, aumentando as exportações e conquistando novos mercados, e a do crédito, via Plano Brasil Soberano.

Ele defendeu um regime especial de diferimento de impostos federais, a exemplo do que o governo fez no passado, na época da pandemia de covid-19 e, mais recentemente, em resposta às enchentes no Rio Grande do Sul. “Não seria um perdão, mas uma postergação do recolhimento de impostos federais. Imposto de renda, pessoa jurídica, contribuição social sobre o público, do PIS/Cofins, previdência e etc”, argumentou.

Aperfeiçoamento

Sobre o Brasil Soberano, Velloso avaliou que ele é bem desenhado, mas precisa ser aperfeiçoado em quesitos como critérios de elegibilidade e no escopo de beneficiários, com a inclusão de mais setores. Também defendeu a redução da taxa de juros e a isenção do IOF nas operações de crédito do plano.

Ele ainda criticou a exigência de emprego para empresas que aderirem ao plano. “A questão da garantia de emprego é um risco muito grande para as empresas”, argumentou.

Nesta terça-feira, 21, representantes do governo receberam várias entidades do setor privado para desenhar saídas à nova tarifa anunciada na semana passada pelos EUA.

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TAGS abimaq EUA lei da reciprocidade
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