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Acordo Mercosul–União Europeia avança e pode ir ao plenário da Câmara
Acordo em pauta
O presidente da Câmara, deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou que o plenário da casa legislativa deverá analisar, ainda nesta semana, a proposta que confirma o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. A decisão é vista como sinal de reforço às parcerias comerciais em meio aos novos cenários internacionais. A propósito, está confirmada para esta semana, também, a votação do relatório do acordo Mercosul-UE. O documento passou por leitura em sessão realizada no Parlamento antes do Carnaval, e teve votação adiada após pedido de vista. O debate acontece hoje, terça-feira, 24. Se aprovado pelo grupo formado para analisar o acordo no Congresso Nacional, a matéria seguirá para o plenário da Câmara, depois para a Comissão de Relações Exteriores do Senado e para o plenário do Senado.
A reclamação da ministra
Segue ’azeda’ a relação entre a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e a grande mídia. A ministra voltou a reclamar da cobertura da imprensa sobre a redução da jornada de trabalho 6×1, se referindo, especialmente, à Folha de São Paulo. Gleisi disse que “a campanha da Folha contra o fim da escala 6×1 chegou ao extremo de tachar como preguiçosos os trabalhadores brasileiros na manchete deste domingo”.
Preguiça
Em sua conta oficial no X (ex-Twitter), a ministra escreveu: “Se for mesmo verdadeiro que o tempo médio de trabalho no país seria de 40,1 horas por semana, como diz estudo citado pelo jornal, qual seria o problema de reduzir na lei a jornada de 44 para 40 horas semanais? Mas o fato é que esta não é a realidade para milhões. Reservar pelo menos dois dias por semana para cuidar da família e da própria vida é um direito que a Folha não quer reconhecer e ainda por cima tenta estigmatizar como preguiça. É o mesmo preconceito dos que foram contra a abolição do trabalho escravo dois séculos atrás”.
Ainda travada
Vale lembrar que, mesmo sendo considerada prioridade para o Parlamento e para o Planalto, essa pauta continua travada no Congresso Nacional.