Região Norte
Aeroporto de Macapá conquista certificação com melhorias visando a COP30
Avanços no terminal ampliam a capacidade operacional e visam fortalecer a conectividade na Região Norte
A preparação da Região Norte do Brasil para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém (PA) em novembro deste ano, inclui também avanços importantes na infraestrutura do Aeroporto Internacional Alberto Alcolumbre, em Macapá, capital do Amapá. O terminal acaba de receber a Certificação Operacional da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), atestando que atende aos requisitos de segurança, operação e manutenção exigidos pela autoridade aeronáutica.
Concedida à concessionária Norte da Amazônia Airports (NOA), responsável pela gestão do aeroporto desde agosto de 2023, a certificação amplia a capacidade operacional do terminal. Com o novo status, Macapá passa a ter autorização para receber aeronaves de maior porte, como o Airbus A321 e o Boeing 737 MAX-8, inclusive em voos noturnos — uma mudança que representa ganho direto em conectividade e flexibilidade para companhias aéreas.
A NOA é formada pelas empresas Socicam e Dix Empreendimentos, que também atuam em outros aeroportos do país, principalmente da região Nordeste. No entendimento da concessionária, a certificação é resultado de uma série de intervenções realizadas nos primeiros meses da nova gestão. Entre elas estão a readequação da pista e das taxiways, a implantação de novas áreas de segurança nas cabeceiras, a reestruturação do sistema de drenagem e a atualização do Manual de Operações, documento que regula a rotina do aeroporto e sua interface com os órgãos de controle.

Com investimentos estimados entre R$ 35 milhões e R$ 40 milhões até 2026, a concessionária pretende ampliar a infraestrutura e aprimorar os serviços do aeroporto. Foto: Divulgação/Infraero
Segundo o diretor-presidente da NOA, Marco Migliorini, os investimentos visam tornar Macapá um polo regional de transporte de passageiros e cargas, impulsionando turismo e economia.
Demanda
Além de atender a exigências da aviação civil, as melhorias também consideram uma possível ampliação da demanda, impulsionada por projetos como a Margem Equatorial — nova frente de exploração da Petrobras na costa norte do país. A concessionária acredita que o Aeroporto de Macapá pode ganhar relevância como ponto de apoio logístico para esse movimento da economia regional.
Com investimentos estimados entre R$ 35 milhões e R$ 40 milhões até 2026, a concessionária pretende ampliar a infraestrutura e aprimorar os serviços do terminal, com foco em atender melhor os passageiros e preparar a operação para eventos de grande porte, como a própria COP30.