Energia
Afluência no Sul estará 232% acima da média, prevê ONS
A projeção para esta semana operativa é que o volume de Energia Natural Afluente fique em 25.741 MW médios no subsistema
Esta semana operativa, que começou no sábado, 4, e vai até a próxima sexta-feira, 10, deve ser de muita água nos reservatórios das hidrelétricas do Sul. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) projeta um volume de Energia Natural Afluente (ENA) de 25.741 MW médios no subsistema, o correspondente a 232% da média histórica.
O volume é superior ao esperado para o Sudeste/Centro-Oeste, de 25.517 MWm (100% da média), sendo que este submercado costuma ter volumes de afluência significativamente maiores, por concentrar a maior parte do armazenamento do País.
Em relatório executivo sobre a “revisão 1” do Programa Mensal de Operação (PMO), o ONS explicou que a passagem de duas frentes frias pela Região Sul ocasionou precipitação superior à média semanal na bacia do rio Iguaçu e próximo a média nas bacias dos rios Uruguai, Jacuí, Taquari-Antas e na incremental da hidrelétrica de Itaipu.
E áreas de instabilidade no oeste da região no próximo final da semana devem ocasionar chuva entre a média e inferior à média nas mesmas bacias na próxima semana.
No consolidado do mês de julho, o ONS elevou em 5 pontos porcentuais (p.p.) a previsão de ENA para o Sul, para 155% da média de longo termo, ou 17.238 MWm. O nível de armazenamento esperado ao fim do mês se manteve praticamente estável, em 86,9%, acima dos atuais 71,9%.
A ENA prevista no Sudeste/Centro-Oeste no consolidado de julho subiu 1 p.p., para 97%, ou 24.795 MWm. O nível de Energia Armazenada esperada no fim do mês oscilou de 65,8% para 65,6%.
No Norte, a ENA projetada para julho também aumentou 1 p.p., para 64%, ou 3.312 MWm. Já o armazenamento esperado cresceu 0,3 p.p., para 94,3%.
Já no Nordeste, o volume projetado recuou 2 p.p., para 62% da MLT, ou 2.309 MWm. Apesar disso, o ONS elevou a previsão de a Energia Armazenada ao fim de julho para 83,6%, frente os anteriores 82,9%.
Expansão
O governo federal oficializou na semana passada o documento que apresenta projeções para a evolução da oferta e da demanda de energia no Brasil nos próximos dez anos. É o Plano Decenal de Expansão de Energia 2035 (PDE 2035).
Há perspectiva de investimentos da ordem de R$ 3,5 trilhões ao longo do horizonte decenal para sustentar o crescimento da demanda interna, a modernização da infraestrutura e a “inserção competitiva” do Brasil na economia de baixo carbono, de acordo com a estimativa.
Esse Plano Decenal funciona como uma referência para a formulação de políticas públicas e o planejamento dos diferentes segmentos do setor energético. O consumo final de energia aumentará 1,8% ao ano até 2035, com a expansão da atividade econômica e pelo aumento do consumo em todos os principais setores da economia, incluindo transportes, indústria, setor residencial, comércio e serviços. Esse é o diagnóstico até então.
Para atender a essa demanda crescente, a oferta interna de energia deve crescer 2,3% ao ano. A participação das fontes renováveis atingirá 51% da oferta interna de energia em 2035. Esse parâmetro é geral, incluindo o setor de transportes.