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Agenda portuária prioriza concessões e simplificação regulatória em 2026
Agenda definida
A agenda do Ministério de Portos e Aeroportos para o setor portuário neste ano está consolidada. Os dois principais objetivos são a continuidade do programa de concessões e a criação de um ambiente favorável a esses investimentos, com a adoção de um cenário regulatório estável e a simplificação dos processos de outorga junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários. Essas metas foram reforçadas pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, e pelo secretário nacional de Portos, Alex Ávila, na noite da última segunda-feira, dia 4, na solenidade de inauguração da nova sede da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), em Brasília.
Parceria essencial
No evento da ATP, o ministro Tomé Franca ainda fez questão de destacar a importância da atuação integrada entre o poder público e o setor privado para “a expansão, a modernização e o aumento da eficiência da infraestrutura portuária brasileira”. Para ele, o “diálogo permanente” entre o Governo e as empresas é essencial para fortalecer o ambiente de negócios e aprimorar as políticas públicas.
Lula e Trump
O encontro entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump, agendado para amanhã, dia 7, na Casa Branca, em Washington (EUA), é mais uma tentativa crítica de estabilização diplomática entre os dois países, após um período de intensas oscilações bilaterais. A pauta econômica surge como a maior prioridade para o governo brasileiro, que busca reverter a agressiva política tarifária imposta pelos Estados Unidos desde 2025, com alíquotas de até 40% que afetaram exportadores nacionais.
Terras raras e facções criminosas
Mas a pauta da reunião não se limitará ao comércio exterior. Também será abordado o interesse norte-americano na exploração de minerais críticos e terras raras, setor no qual o Brasil detém reservas globais massivas. Outro assunto estará no campo da segurança pública e soberania: os presidentes enfrentam um impasse sobre a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, uma proposta americana que encontra forte resistência em Brasília por temor de interferência externa. Casos recentes, como a prisão e liberação de Alexandre Ramagem em solo americano e a tentativa de visitas diplomáticas a Jair Bolsonaro, acentuaram o clima de ingerência.