Comércio exterior
Alckmin diz que intercâmbio Brasil-Rússia é modesto diante do potencial
Segundo o vice-presidente, os países podem aumentar ainda mais a troca comercial
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta quinta-feira, 5, que parcerias sólidas não dependem apenas da conjuntura mundial.
Ele discursou na abertura da VIII Reunião da Comissão de Alto Nível Brasil-Rússia (CAN), dizendo que o comércio com o país europeu é expressivo, mas pode aumentar. “Parcerias sólidas não dependem apenas da conjuntura, mas de interesses estruturais bem compreendidos. Brasil e Rússia são economias de grande escala dotadas de ampla base produtiva, recursos naturais, capacidade tecnológica e mercados internos relevantes”, afirmou Alckmin.
Segundo ele, os países podem aumentar mais a troca comercial. O Brasil estaria adotando uma política consistente de neoindustrialização e quer uma indústria mais verde, digital e integrada às cadeias internacionais de valor.
“Essa combinação cria oportunidades para ampliar e qualificar nossa cooperação econômica e comercial. Nosso intercâmbio ainda está aquém do potencial das duas economias. O comércio bilateral alcançou cerca de US$ 11 bilhões em 2025. Número expressivo, mas modesto diante das capacidades produtivas, tecnológicas e logísticas do Brasil e da Rússia”, disse.