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Jornal BE News - Edição de Hoje

Petróleo e Gás

Alta do QAV pressiona setor aéreo e acende alerta para passagens mais caras

Atualizado em: 27 de March de 2026 às 16:10
Aline Silva Enviar e-mail para o Autor

Governo discute medidas para conter impactos da escalada do petróleo após tensão no Oriente Médio

O avanço do conflito no Oriente Médio já começa a impactar o setor aéreo brasileiro. A escalada nas tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã tem pressionado o preço internacional do petróleo e provocado efeitos diretos sobre o querosene de aviação (QAV), que dobrou nas últimas semanas.

O combustível é um dos principais custos das companhias aéreas e a alta já acende um alerta para o encarecimento das passagens e possível redução na demanda por voos. Em evento do grupo Brasil Export, o presidente da Associação Brasileira de Aeroportos (ABR), Fábio Rogério, afirmou que, apesar do bom momento da aviação, o cenário externo preocupa.

“No Brasil a gente tem vivido um bom momento na aviação, com recorde de passageiros. Mas a elevação do preço do combustível pode aumentar o valor das passagens e reduzir essa demanda forte que a gente tem hoje”, disse.

Mesmo sem atuar diretamente na compra do combustível, a ABR acompanha de perto os efeitos da alta do QAV, já que o impacto atinge toda a cadeia do setor. Segundo Rogério, a oscilação de preços pode afetar não apenas as companhias aéreas, mas também a oferta de voos e o acesso da população ao transporte aéreo.

“Tudo o que acontece com as companhias aéreas impacta o setor como um todo. A gente acompanha com muita atenção essa oscilação, porque ela pode afetar a oferta de voos e o acesso das pessoas ao transporte aéreo”, afirmou.

Diante do cenário, o governo federal já discute alternativas para reduzir os impactos da alta do combustível e evitar um repasse mais intenso ao consumidor. O secretário-executivo do Ministério de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, confirmou que há articulação com a área econômica.

“O ministro já solicitou uma audiência com a equipe econômica para buscar alternativas e mitigar esse impacto. É uma preocupação do setor e do governo”, disse.

Entre as medidas em análise estão possíveis ações de alívio de custos e articulação com diferentes áreas do governo para preservar a competitividade da aviação. A expectativa é que, com o avanço das negociações e eventual estabilização do cenário internacional, seja possível reduzir a pressão sobre o QAV e conter efeitos mais duradouros no preço das passagens.

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