Agronegócio
André de Paula assume Agricultura após saída de Fávaro
Ministro toma posse após articulação política no governo e indica manutenção das políticas, programas de financiamento e diretrizes já adotadas para o setor agropecuário
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, tomou posse no cargo nesta quarta-feira (1º), em cerimônia realizada na sede da Embrapa, em Brasília. Ele substitui Carlos Fávaro, que deixou a pasta dentro do prazo de desincompatibilização previsto pela legislação eleitoral para disputar uma vaga no Senado por Mato Grosso nas eleições deste ano.
A mudança no comando do ministério foi definida após semanas de articulação política envolvendo o PSD e o governo federal. André de Paula estava à frente do Ministério da Pesca e Aquicultura desde o início da atual gestão e agora assume a Agricultura em um momento de transição planejada, sem alteração nas diretrizes centrais da política para o setor.
No discurso de posse, o novo ministro indicou que pretende manter as linhas de atuação adotadas até aqui, destacando programas e instrumentos voltados ao financiamento e à sustentação da produção agropecuária. “Assumo o ministério com o compromisso de continuidade das políticas públicas, da governança e da visão estratégica que estruturam o setor e garantem previsibilidade e confiança no Brasil. Seguiremos fortalecendo segmentos como o Plano Safra, o PGPM, o Funcafé e o Seguro Rural. Estaremos atentos às transformações tecnológicas que moldam o presente e o futuro do agro”, afirmou.
Entre os pontos destacados por André de Paula estão o avanço da inovação no campo, o uso de tecnologias digitais e o papel da Embrapa no desenvolvimento de soluções para a produção agrícola. Ele também mencionou a defesa agropecuária como um dos pilares da atuação do ministério, com foco na manutenção dos padrões sanitários e na ampliação do acesso a mercados internacionais.
Ao transmitir o cargo, Carlos Fávaro ressaltou ações conduzidas durante sua gestão e citou a abertura de novos mercados e o avanço das exportações como parte dos resultados recentes. “Hoje, por exemplo, tive a alegria de saber que o primeiro navio brasileiro carregado de DDG, coproduto da produção de etanol à base de milho, já está sendo carregado e segue para a China. São oportunidades que têm transformado a realidade do Brasil e levado mais dignidade aos brasileiros”, disse.