terça-feira, 06 de outubro de 2026
Dolar Com.
Euro Com.
Libra Com.
Yuan Com.
BE News
  • Editorias
    • Nacional
    • Região Norte
    • Região Nordeste
    • Região Centro-Oeste
    • Região Sudeste
    • Região Sul
    • Internacional
    • Portugal
    • Expediente
  • Últimas Notícias
  • Colunas
    • HUB
    • BE Job
    • Mundo Corporativo
    • tecnologia & inovação
    • Espaço Abtra
    • Estilo BE
    • Vitrine
  • Opiniões
Olá,
Jornal BE News - Edição de Hoje

Brasil Export Minas e Energia

Brasil aposta no SAF para acelerar a descarbonização da aviação

26 de November de 2025 às 13:10
Maria.Eduarda Enviar e-mail para o Autor

Representante da Anac explicou que baterias são pesadas, têm baixa autonomia e não atendem às necessidades de grandes aeronaves

A aviação enfrenta um dos processos de transição energética mais desafiadores do mundo, e o uso de combustíveis sustentáveis surge como principal alternativa para reduzir emissões sem comprometer a segurança. Durante a palestra “O uso do SAF e energias alternativas na aviação”, na manhã desta quarta-feira (26), no Fórum Minas e Energia, o Superintendente de Governança e Meio Ambiente da ANAC, Marcelo Rezende Bernardes, ressaltou essa realidade ao afirmar: “A aviação é o setor de transporte mais seguro do mundo, e por isso toda nova tecnologia precisa cumprir requisitos rigorosos antes de chegar ao mercado.”

Hoje, o setor aéreo representa 2% a 3% das emissões globais, mas, segundo o superintendente, “foi um dos primeiros a estabelecer metas claras de descarbonização, mesmo sendo um setor difícil para substituição tecnológica.” Aeronaves dependem de alta densidade energética, o que torna soluções como eletrificação ou hidrogênio ainda inviáveis. Bernardes destacou que “hoje, tecnologias de baterias são pesadas, têm baixa autonomia e não atendem às necessidades de grandes aeronaves”. No caso do hidrogênio, “os testes ainda são iniciais e exigiriam adaptações caras e complexas, algo incompatível com os padrões de segurança da aviação.”

Com isso, o caminho mais promissor é o SAF (Sustainable Aviation Fuel/ Combustível Sustentável de Aviação). De acordo com o representante da ANAC, “o SAF precisa ser drop-in, reagir como combustível fóssil e funcionar nos motores atuais sem qualquer mudança estrutural.” Ele explicou que o SAF pode ser produzido a partir de diversas fontes renováveis, “óleo de cozinha usado, sebo bovino, etanol, milho, bagaço de cana, macaúba”, e que cada matéria-prima gera uma rota tecnológica própria. Hoje, a mistura permitida é de até 50%, mas a expectativa é chegar a 100% futuramente.

Bernardes reforçou que a eficiência de redução de emissões depende da matéria-prima e do processo utilizado, podendo variar de 50% a 90%. Isso formará diferentes faixas de preço no mercado, já que empresas deverão considerar a pegada de carbono de cada tipo de SAF na hora da compra.

A pesar dos obstáculos tecnológicos e regulatórios, “o Brasil tem potencial para se tornar protagonista global na produção e uso de SAF”, consolidando-se como referência na transição energética da aviação.

Metas internacionais até 2050

No cenário global, Marcelo explicou que “o CORSIA é o principal programa internacional de compensação e redução de emissões”, sendo obrigatório para empresas brasileiras a partir de 2027. Ele reforçou que toda rota internacional acima dos níveis de 2019 terá que compensar as emissões. A ANAC será a responsável por analisar e reportar esses dados à OACI/ONU.

Ele também destacou a meta do CAAF, lembrando que 55% da descarbonização da aviação internacional em 2050 deve vir do uso de SAF, no cenário mais otimista.

Lei do Combustível do Futuro nas rotas domésticas

Para o mercado interno, a Lei do Combustível do Futuro, em vigor desde outubro de 2024, estabelece que as empresas deverão compensar 1% das emissões em 2027, chegando a 10% em 2037, exclusivamente por meio do uso de SAF. Segundo Bernardes, a legislação brasileira foi estratégica ao “não restringir matérias-primas que também servem para alimentação, permitindo maior diversidade e competitividade.”

Ele destacou ainda o sistema book-and-claim, afirmando que “não será necessário ter SAF fisicamente em todos os aeroportos; o atributo ambiental pode ser separado da molécula e comercializado, reduzindo custos logísticos.”

O decreto que regulamenta o mercado está em consulta pública até 28/12. Bernardes afirmou que “essa regulamentação dará segurança jurídica ao setor e abrirá caminho para expansão da produção nacional.” ANAC e ANP ainda trabalham nas normas complementares, a ANAC vai fiscalizar o cumprimento das metas e a  ANP será responsável pelo cálculo de emissões no ciclo de vida e pela qualidade do combustível.”

Compartilhe:
TAGS Anac descarbonização SAF
Baixe nosso aplicativo!
Disponível no Google Play Disponível na Apple Store
Código de Compliance Política de Privacidade Termos de Uso
BE News
Instagram
Facebook
Linkedin
Youtube
Telegram
© 2025 BE News | O conteúdo do Portal BE News é protegido por lei. Qualquer reprodução (total ou parcial), sem a prévia autorização, é proibida.
Desenvolvido por: Logo Mosten