quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Dolar Com.
Euro Com.
Libra Com.
Yuan Com.
BE News
  • Editorias
    • Nacional
    • Região Norte
    • Região Nordeste
    • Região Centro-Oeste
    • Região Sudeste
    • Região Sul
    • Internacional
    • Portugal
    • Expediente
  • Últimas Notícias
  • Colunas
    • HUB
    • BE Job
    • Mundo Corporativo
    • tecnologia & inovação
    • Espaço Abtra
    • Estilo BE
    • Vitrine
  • Opiniões
Olá,
Jornal BE News - Edição de Hoje

Mineração

Brasil busca aproximar mineração e indústria para agregar valor a minerais críticos

Atualizado em: 5 de September de 2026 às 8:18
Da Redação Enviar e-mail para o Autor Estadão Conteúdo

Debate reúne setor produtivo e governo em torno de investimentos, refino, tecnologia e formação de mercado para ampliar participação brasileira nas novas cadeias minerais

O Brasil precisa transformar sua vantagem geológica em minerais críticos em capacidade industrial e tecnológica para capturar uma parcela maior do valor gerado por recursos estratégicos para a transição energética e as novas cadeias globais de suprimento. O caminho passa por mais investimentos em pesquisa, processamento e refino, além de uma aproximação maior entre mineração e indústria.

O tema foi discutido na segunda edição do Café com a Indústria, promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), em Brasília. O encontro ocorreu na quarta-feira (2), mesmo dia em que o Senado aprovou a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que segue para sanção presidencial.

Para o presidente da ABDI, Olavo Noleto, o país reúne condições favoráveis diante da combinação entre reservas minerais e aumento da demanda mundial por matérias-primas estratégicas. O desafio, segundo ele, é desenvolver cadeias produtivas capazes de processar e industrializar uma parcela maior desses recursos no Brasil.

“Entendemos que apoiar cadeias produtivas no sentido de elas poderem processar, industrializar essa matéria-prima brasileira é fundamental. Isso não é um processo simples. Requer muito estudo, muito planejamento, investimento e muita capacidade de articular o setor público e privado”, afirmou.

O gerente-executivo da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral e Mineração (ABPM), Miguel Nery, destacou que essa estratégia depende da capacidade de atrair capital desde a descoberta de novos depósitos até as etapas de transformação. Também é necessário, segundo ele, garantir mercado para os produtos dos novos projetos, no Brasil ou no exterior.

“É fundamental que a política de minerais críticos conduza para o desenvolvimento de instrumentos que permitam a atração de investimentos que deve repercutir tanto para a pesquisa mineral quanto para a agregação de valor”, disse.

A presidente do Conselho da Associação de Minerais Críticos (AMC), Marisa Cesar, chamou atenção para a necessidade de o país avançar além da extração e das primeiras etapas de beneficiamento. Para ela, a agregação de valor passa pela instalação de etapas mais sofisticadas da cadeia produtiva em território nacional.

“Discutimos a importância de trazer o refino para o país, e isso passa pela industrialização”, afirmou.

A nova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos prevê instrumentos voltados justamente a esse objetivo. Segundo o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Uallace Moreira, o texto inclui mecanismos financeiros e benefícios fiscais destinados a estimular investimentos na transformação mineral.

Conhecimento

O diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Pablo Cesário, afirmou que o desenvolvimento dessas cadeias não depende apenas da disponibilidade dos recursos. “O futuro é um binômio. É mineração mais conhecimento”, resumiu.

Cesário defendeu uma aproximação maior entre empresas e centros de pesquisa e condições de financiamento adequadas, especialmente para pequenas e médias companhias. Também apontou como obstáculo o prazo necessário para transformar uma descoberta em operação comercial: segundo ele, são, em média, 17,2 anos entre a identificação da reserva e o início do faturamento de um projeto mineral no Brasil.

O diretor-executivo da Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro (Adimb), Roberto Xavier, avaliou que o país já desenvolveu competência na descoberta de depósitos, mas precisa avançar nas etapas seguintes. Para isso, considera necessário selecionar os minerais nos quais o Brasil possui condições reais de desenvolver cadeias competitivas, com escala e demanda.

“A mineração e as indústrias que utilizam os insumos minerais são dois mundos com realidades diferentes, mas que dependem entre si”, afirmou. Segundo Xavier, essa aproximação é necessária para que setores como mobilidade elétrica, energia e fabricação de motores possam se conectar melhor à oferta de matérias-primas minerais.

Mercado

Para Jorge Boeira, analista de Produtividade e Inovação da ABDI, a política nacional representa apenas um primeiro passo. O país também precisa ampliar sua capacidade de consumir produtos e componentes derivados desses minerais, criando demanda suficiente para sustentar economicamente novos projetos de refino e manufatura.

“A gente precisa criar indústrias que tenham capacidade para consumir esses componentes baseados em minerais e materiais de origem mineral e que isso crie um mercado doméstico importante para garantir economicidade de novas plantas de refino e manufatura desses materiais”, afirmou.

Compartilhe:
TAGS
Baixe nosso aplicativo!
Disponível no Google Play Disponível na Apple Store
Código de Compliance Política de Privacidade Termos de Uso
BE News
Instagram
Facebook
Linkedin
Youtube
Telegram
© 2025 BE News | O conteúdo do Portal BE News é protegido por lei. Qualquer reprodução (total ou parcial), sem a prévia autorização, é proibida.
Desenvolvido por: Logo Mosten