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Brasil e China reforçam diálogo em meio a tensão comercial global
Diálogo
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, reuniu-se por videoconferência com o ministro do Comércio da China, Wang Wentao, na sexta-feira (11). A conversa abordou temas da agenda econômica bilateral e o cenário tarifário internacional. Ambos defenderam o multilateralismo e o fortalecimento da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Tensões
A reunião ocorreu no mesmo dia em que a China aumentou tarifas sobre produtos dos Estados Unidos para 125%, como resposta ao reajuste de 145% determinado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, sobre itens chineses. Em paralelo, os EUA suspenderam por 90 dias tarifas aplicadas a outros países. As medidas reacendem temores de impactos nas cadeias globais de suprimentos.
Cooperação
Além das tarifas, os ministros trataram das oportunidades econômicas entre Brasil e China e da próxima reunião do Brics, marcada para maio, sob presidência brasileira. Alckmin e Wentao reforçaram o papel da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban).
Apoio
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou apoio à Dinamarca diante da ameaça dos Estados Unidos de anexar a Groenlândia, território autônomo do país europeu. A posição foi reforçada durante um telefonema com a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, na sexta-feira (11). A ilha, de posição estratégica e rica em recursos naturais, é alvo de declarações do presidente norte-americano Donald Trump, que alega razões de segurança.
Multilateralismo
Durante a conversa, Lula e Frederiksen criticaram as alterações tarifárias promovidas pelos EUA e reafirmaram o compromisso com o multilateralismo e o livre comércio. Ambos defenderam a necessidade de manter regras internacionais estáveis para enfrentar o atual cenário geopolítico.
Acordo
O presidente brasileiro e a premiê dinamarquesa também conversaram sobre o acordo Mercosul-União Europeia, que esperam ver concluído ainda este ano. No segundo semestre, o Brasil assumirá a presidência do Mercosul e a Dinamarca, a presidência rotativa do Conselho da UE, o que pode facilitar avanços no tratado negociado há duas décadas.