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Brasil entra na mira de nova ofensiva comercial dos EUA após anúncio de tarifas
Investigação conduzida pelo governo Trump sobre possíveis irregularidades trabalhistas pode ampliar a pressão comercial dos EUA contra o Brasil e outras 59 economias
Após a Casa Branca ter anunciado novas tarifas sobre produtos brasileiros nesta terça-feira, o Governo Federal teme mais sanções dos Estados Unidos. Hoje, quarta-feira, a equipe do presidente Donald Trump deve encerrar as apurações sobre supostas práticas desleais relacionadas a falhas no combate ao trabalho forçado. Dependendo do resultado, isso pode significar a aplicação de sanções econômicas diretas.
O Brasil não é o único alvo da ofensiva de Washington; a lista engloba outras 59 nações de peso no PIB global, incluindo blocos e potências como a União Europeia, China, Reino Unido, Japão e Argentina. A alegação da Casa Branca é que esses países utilizariam mão de obra análoga à escravidão na fabricação de bens exportados ou seriam coniventes ao importar insumos produzidos sob essas condições, violando os padrões de conformidade social e trabalhista exigidos pelo mercado norte-americano.
Mercado único no Mercosul
O Governo Federal prepara uma proposta para criar um mercado único de transporte aéreo no Mercosul, o que permitiria a companhias de países vizinhos operar rotas domésticas no Brasil. O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, anunciou o projeto nessa terça-feira, dia 2, e informou que o texto deve ser apresentado até o fim deste mês. A definição regulatória entre os países membros está prevista para setembro.
A iniciativa mira, em especial, operadoras do modelo ultra-low-cost — empresas que cobram tarifas base mais baixas e vendem separadamente serviços como despacho de bagagem, escolha de assento e alimentação a bordo. As chilenas JetSmart e Sky Airline estão entre as candidatas a ingressar no mercado brasileiro com a abertura. “Isso significa que uma empresa chilena pode fazer voos domésticos no Brasil, uma empresa argentina pode fazer voos domésticos no Chile, no Brasil, e uma companhia aérea brasileira possa fazer também esses voos. Todo mundo cresce e quem ganha é o brasileiro, que vai ter mais opções de voos, vai ter mais conectividade, vai ter mais competitividade, e, com mais competição, a gente tem um resultado muito claro para todo mundo, que é passagem mais barata, mais destinos conectados e melhores serviços”, afirmou Franca em entrevista ao programa Bom Dia Ministro, da EBC.