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Mercosul Export

Brasil larga na frente na transição energética, mas desafios persistem

Atualizado em: 15 de May de 2026 às 9:42
Cássio Lyra Enviar e-mail para o Autor

Participação elevada de biocombustíveis e testes com novas alternativas colocam o país em posição estratégica no setor

O Brasil já ocupa uma posição de destaque na transição energética global, especialmente pela forte presença de combustíveis alternativos em sua matriz. A avaliação é de Sergio Araujo, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), que aponta vantagens competitivas do país, mas também desafios, sobretudo no setor logístico e portuário.

O debate sobre transição energética ocorreu durante o painel “Energia e mineração – Desafios logísticos para distribuição e comercialização integrada”, dentro do Fórum Mercosul Export, nesta quinta-feira (14), em Buenos Aires, na Argentina.

“O Brasil tem uma posição privilegiada. Hoje, os principais combustíveis utilizados no país já têm uma participação bastante relevante de combustíveis alternativos. A transição (energética) já começou há algum tempo, desde o Proálcool”, disse, ao relembrar a política que incentivou o uso do etanol no país.

Atualmente, a presença de biocombustíveis é bastante significativa, com presença de 30% de etanol na gasolina consumida, e também no diesel, que possui 15% de biodiesel. O presidente da Abicom, destacou que essa base consolidada reforça o potencial brasileiro diante das mudanças globais no setor energético.

Ele também ressalta a capacidade produtiva nacional como um diferencial. “Existe uma capacidade de produção bastante relevante, e a nossa matriz energética é privilegiada”, afirmou.

Apesar dos avanços, o executivo chama atenção para os desafios que ainda precisam ser superados, especialmente no transporte marítimo.

“Não sei se os portos estão preparados, mas a indústria está com isso na pauta permanente”, reforçou. A adaptação da infraestrutura será essencial para acompanhar a evolução dos combustíveis utilizados na navegação.

Nesse sentido, novas alternativas já começam a ganhar espaço. O presidente da Abicom citou testes de navios utilizando etanol, e também existem iniciativas com hidrogênio. Essas experiências, segundo o executivo, indicam uma tendência de diversificação energética no setor, ainda em estágio inicial, mas em expansão.

O painel contou com as participações de Darlan Carvalho, presidente da LHG Mining, e Pablo Genta, presidente da Administração Nacional de Portos do Uruguai. A moderação foi do jornalista Leopoldo Figueiredo, diretor-geral da Rede BE News.

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