Aviação
Brasil recebe mais de 4 milhões de turistas internacionais em voos
Chegadas por via aérea cresceram 12% entre janeiro e julho de 2026, enquanto o fluxo total de visitantes internacionais recuou 1,3% no período
Mais de 4 milhões de turistas internacionais chegaram ao Brasil por via aérea entre janeiro e julho de 2026, alta de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registradas 3,5 milhões de chegadas. Os dados são do Painel da Embratur, com base em informações da Polícia Federal e do Ministério do Turismo, e consideram exclusivamente visitantes que residem no exterior.
O crescimento foi mais intenso nos primeiros meses do ano, período que coincide com o verão brasileiro e concentra parte importante da procura internacional pelo país. Em janeiro, as chegadas por avião aumentaram 22,1% em relação ao mesmo mês de 2025. Em fevereiro, a alta foi de 15,4% e, em março, de 21,3%, mantendo o fluxo em patamar elevado também durante o Carnaval.
A partir de abril, o ritmo de crescimento foi mais moderado, mas permaneceu positivo.
Argentina lidera entre os mercados
A Argentina foi o principal mercado de origem das chegadas por via aérea no período, com 1,12 milhão de registros, quase o dobro do segundo colocado, o Chile, que contabilizou 506 mil.
Na sequência aparecem os Estados Unidos; Portuga e França
São Paulo e Rio concentram chegadas
São Paulo e Rio de Janeiro concentraram a maior parte das chegadas internacionais por avião. O estado de São Paulo recebeu 1,64 milhão de turistas no período, enquanto o Rio de Janeiro registrou 1,47 milhão.
A concentração está relacionada principalmente aos os aeroportos de Guarulhos (SP) e Galeão (RJ), que reúnem a maior parte das conexões aéreas do Brasil com o exterior.
Na sequência aparecem Santa Catarina; Bahia e Pernambuco.
Considerando as vias aérea, terrestre, marítima e fluvial, foram registradas 5,87 milhões de chegadas entre janeiro e julho de 2026, uma variação negativa de 1,3% em relação ao mesmo período de 2025.
No recorte exclusivo da aviação, porém, o movimento seguiu em direção oposta, com alta de 12% no período.