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Petróleo e Gás

Brasil reforça exportações de petróleo e importa derivados

24 de February de 2026 às 9:54
Da Redação Enviar e-mail para o Autor Estadão Conteúdo

Análise do Ineep alerta para os riscos de “contradição estrutural” em um ano de produção recorde

A expansão acelerada da produção de petróleo e gás no Brasil em 2025 consolida o país como exportador de petróleo bruto e mantém a dependência da importação de derivados. 

A análise do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), divulgada nesta segunda-feira, 23, chama atenção para os riscos dessa “contradição estrutural” em um ano de recorde da produção.

Em 2025, a produção alcançou média de 4,89 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), crescimento de 13,2% em relação a 2024, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O crescimento da produção diária foi de 12% frente ao ano anterior, atingindo 3,7 milhões de barris por dia (bpd), enquanto o volume de exportação foi equivalente a 51% da produção de petróleo.

“O Brasil amplia sua produção e consolida-se como exportador de petróleo bruto, mas segue dependente da importação de derivados. A ampliação da capacidade de refino torna-se elemento estratégico, tanto para assegurar maior autossuficiência no abastecimento interno quanto para agregar valor ao petróleo produzido no país”, destaca o 9º Boletim de Produção e Exploração de Petróleo e Gás da entidade.

As exportações alcançaram 28 destinos ao longo do ano, com destaque para a China, que absorveu 45% do volume exportado, seguida pelos Estados Unidos (10,8%), Espanha (7,4%), Países Baixos (7%) e Índia (4,4%).

Considerando que a produção média de petróleo do quarto trimestre foi de 3,94 milhões/bpd e que, desse volume, 2,07 milhões foram exportados, 52,4% do petróleo produzido no Brasil no período foi destinado ao mercado externo.

Foi o segundo ano consecutivo em que o petróleo bruto liderou a pauta de exportações brasileiras, supera0ndo produtos tradicionais como soja e minério de ferro.

Aumento da produção

Além do petróleo, a produção de gás natural registrou expansão de 16,9%, chegando a 1,1 milhão de boe/d. O desempenho do setor foi impulsionado, sobretudo, pela entrada em operação de novas plataformas e pela ampliação da produção em unidades já existentes.

O pré-sal manteve-se como o principal vetor do crescimento, com aumento de 15,1% e participação de aproximadamente 79,6% da produção nacional de petróleo e gás. O pós-sal registrou crescimento de 7%, respondendo por 15,4% do total, enquanto a produção onshore avançou 4,1%,ou 4,9% da produção nacional.

A Bacia de Santos respondeu por 78,2% da produção nacional no quarto trimestre de 2025, com média próxima de 4 milhões de boe/d, sendo o principal polo produtor do país.

No consolidado de 2025, a Petrobras, na condição de operadora, foi responsável por 89,9% da produção nacional de petróleo e gás. Já na posição de concessionária, a estatal concentrou 63,4% da produção nacional.

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