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Bruno Dantas renuncia ao cargo de ministro do TCU; veja vídeo
Aos 48 anos, ministro afirmou que deixará a Corte após quase três décadas para se dedicar a novos projetos
O ministro Bruno Dantas protocolou, nesta segunda-feira (31), seu pedido de renúncia ao cargo no Tribunal de Contas da União (TCU). Aos 48 anos, ele encerra uma trajetória de quase três décadas no serviço público, iniciada em 1998, e afirmou que pretende se dedicar a novos projetos na próxima etapa de sua carreira.
A renúncia foi formalizada por meio de ofício encaminhado à presidência do TCU e é considerada irretratável. A saída de Dantas do cargo terá efeito oficial a partir de 9 de setembro, quando a vaga será formalmente declarada aberta. A renúncia abre uma vaga no TCU cuja indicação cabe ao Senado. O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) aparece como favorito para ocupar a cadeira, segundo informações divulgadas na imprensa nesta segunda-feira.
Em nota, Dantas afirmou que decidiu deixar a Corte para buscar novos desafios profissionais e destacou a importância da renovação nos cargos públicos. “Hoje protocolei meu pedido de renúncia ao cargo de ministro do Tribunal de Contas da União para me dedicar a novos projetos na próxima etapa da minha vida profissional.”
O ministro também ressaltou que considera positiva a rotatividade nos altos cargos públicos. “Encerro este ciclo com a serenidade de quem cumpriu, com lealdade e dedicação, todos os mandatos que me foram confiados. E com a convicção republicana de que a rotatividade nos altos cargos do país é uma virtude. As instituições se fortalecem quando seus quadros sabem chegar e sabem partir.”
Dantas ingressou no TCU em 2014 e presidiu a Corte entre 2023 e 2024. Antes disso, construiu sua carreira no Senado Federal, onde ingressou aos 25 anos como consultor legislativo aprovado em concurso público.
Ao explicar a decisão, o ministro afirmou que pretende atuar em iniciativas de interesse nacional em áreas estratégicas, manter a dedicação à vida acadêmica e participar do debate público. “Sou, por temperamento, intelectualmente inquieto — sempre fui. E encontrei, nos projetos que pretendo abraçar, o feixe de motivação de que precisava: iniciativas de interesse nacional em áreas estratégicas, a continuidade da minha dedicação à vida acadêmica e a participação no debate público — agora a partir de outro ponto de observação.”