Portos
Cabotagem no Sudeste cresce 19% e movimenta 27,1 milhões de toneladas
Avanço no bimestre é puxado por petróleo e derivados, com liderança do Rio de Janeiro na movimentação
A cabotagem no Sudeste brasileiro registrou forte expansão no primeiro bimestre deste ano, com movimentação de 27,1 milhões de toneladas e alta de 19,06% em relação ao mesmo período em 2025. O desempenho consolida a região como principal eixo da navegação costeira no país, impulsionada sobretudo pelo transporte de petróleo e derivados.
Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), mostram que o crescimento está concentrado nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, responsáveis pela maior parte da movimentação nacional.
O Rio de Janeiro lidera com ampla margem, ao registrar 15,8 milhões de toneladas no período. São Paulo aparece na sequência, com 9,9 milhões, seguido pelo Espírito Santo, com 1,38 milhão de toneladas.
O petróleo bruto respondeu por 21,2 milhões de toneladas transportadas no mês, evidenciando o peso do setor energético. Já os derivados somaram 1,78 milhão de toneladas, enquanto a carga conteinerizada alcançou 2,21 milhões, garantindo o abastecimento de bens industrializados e de consumo.
De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a cabotagem assegura escala, eficiência e segurança no transporte de cargas essenciais, especialmente no setor de energia. “Além de sustentar o abastecimento nacional, o avanço da cabotagem reduz a pressão sobre o transporte rodoviário e amplia a previsibilidade logística.”
BR do Mar
Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o crescimento do setor reflete a consolidação de políticas públicas, como o Programa BR do Mar, que, na avaliação da Pasta, ampliou a segurança jurídica e incentivou investimentos.
De acordo com o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, a tendência é de continuidade. Para o Ministério, o avanço da cabotagem está associado a uma política pública voltada à previsibilidade regulatória, ao estímulo à concorrência e à ampliação da oferta de transporte, o que, na avaliação da Pasta, pode contribuir para a redução de custos logísticos, aumento da eficiência da cadeia de suprimentos e maior equilíbrio no abastecimento entre as regiões.
O Ministério também avalia que a ampliação da frota, a maior previsibilidade regulatória e os investimentos em infraestrutura portuária têm contribuído para o desempenho do setor, ao possibilitar ganhos de escala e maior competitividade no transporte de cargas.
Na avaliação da pasta, esse cenário pode resultar em maior eficiência no abastecimento, redução de custos logísticos e melhor distribuição de bens essenciais no país.