Nacional
Caminhoneiros fecham apoio à MP do frete após reunião em Santos
Encontro com sindicato e parlamentares reforça articulação para análise do texto e cumprimento do piso mínimo
Caminhoneiros e representantes do setor fecharam apoio político à relatoria da Medida Provisória 1343 após reunião realizada nesta terça-feira (31), no Porto de Santos. O encontro reuniu lideranças da categoria, parlamentares e integrantes do Sindicam, e teve como foco ajustes no texto que trata do cumprimento do piso mínimo do frete.
Segundo os participantes, houve alinhamento para que as emendas à MP sejam revisadas com o objetivo de preservar pontos considerados essenciais para os caminhoneiros e retirar trechos que possam prejudicar a categoria. Durante a reunião, parlamentares se comprometeram a ajustar o texto, e a categoria indicou apoio ao deputado Zé Trovão na relatoria da proposta.
O apoio também se estende ao deputado Fernando Marangoni (Podemos-SP), que participou do encontro e deve atuar em conjunto na construção das alterações.
Durante a reunião, Zé Trovão afirmou que a mobilização busca soluções estruturais para o setor, sem viés político.
“Nós estamos aqui para resolver um problema que é do transporte. Aqui não tem bandeiras partidárias, não tem lado político. O caminhoneiro não sobrevive se continuar dessa maneira. Se continuar dessa maneira também não vai ficar bom para ninguém”, disse.
Já Marangoni defendeu a manutenção do piso mínimo como instrumento de proteção da categoria.
“O frete mínimo é garantir dignidade. A gente tem piso salarial para garantir dignidade para as categorias”, afirmou.
A principal queixa apresentada pelos caminhoneiros diz respeito à forma como os custos das viagens são considerados pelos contratantes. Segundo relatos, os embarcadores costumam levar em conta apenas a variação do diesel, sem incluir outros custos operacionais envolvidos no transporte. O presidente do Sindicam, Luciano Santos, reforçou a necessidade de ajustes no modelo atual.
O encontro ocorre em meio à tramitação da MP 1343 no Congresso Nacional. A medida endurece regras para o cumprimento do piso mínimo do frete e segue sendo negociada entre governo, parlamentares e representantes dos caminhoneiros.
Com o apoio formalizado, a categoria busca influenciar diretamente o texto final da proposta, em uma tentativa de garantir maior efetividade na fiscalização e no cumprimento das regras do piso.