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Cargill defende dragagem de hidrovias e cobra pragmatismo das autoridades
O presidente da Cargill no Brasil, Paulo Sousa, fez uma defesa enfática da necessidade de manutenção e intervenção nas infraestruturas fluviais do País, durante painel promovido pelo Bradesco BBI em São Paulo, na última semana. Ao abordar o impasse regulatório e ambiental que envolve a dragagem de manutenção no rio Tapajós (PA), o executivo destacou a eficiência de custo do modal hidroviário para o agronegócio, cobrando pragmatismo das autoridades e diálogo com as comunidades locais. “Hidrovia tem que ser dragada, gente. Nos Estados Unidos, na Europa, tudo é dragado. A hidrovia é a infraestrutura que a natureza deu, é o capex mais barato, mas tem que cuidar dela, dar uma forcinha”, afirmou Sousa.
A declaração do presidente da Cargill ocorre em meio ao acirramento das tensões operacionais na Bacia Amazônica. Em janeiro, o terminal de transbordo e exportação da trading em Santarém (PA) chegou a ser invadido e ocupado por grupos indígenas, em protesto contra um decreto federal que visava desburocratizar as concessões hidroviárias e os processos de dragagem na região. O texto acabou sendo revogado pelo Palácio do Planalto após a repercussão do conflito.
Segundo o presidente da Cargill, a companhia acabou colocada indevidamente no centro da disputa política: “Fomos meio o bode expiatório dessa discussão. Claro, nós apoiamos muito a dragagem, a hidrovia eficiente, tudo feito dentro das regras ambientais. Só que tem que se discutir, não adianta ficar empurrando com a barriga ou usar de violência.”
Pouso de emergência
Um avião da empresa GOL fez um pouso de emergência após decolar do Aeroporto Internacional de Goiânia, em Goiás, com destino ao Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, na manhã do último sábado, dia 12. Segundo a GOL, a aeronave do voo G3 1433 apresentou problemas técnicos e, após retornar ao aeroporto goiano, teve seu voo cancelado. A companhia não quis informar quantos passageiros e tripulantes estavam a bordo.
A Gol afirmou, em nota, que “todas as ações relacionadas à operação foram tomadas com foco na segurança”. Além disso, informou que todos os clientes impactados estavam recebendo as tratativas previstas pela Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), conforme suas necessidades.