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Carne bovina brasileira fica de fora do tarifaço de Trump
A carne bovina não foi incluída entre as mercadorias brasileiras que ficaram isentas da nova política tarifária dos Estados Unidos, o “tarifaço”, e passará a pagar 50% de imposto para ser importada para o mercado consumidor norte-americano.
Mesmo assim, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) considerou positiva a extensão do prazo para entrada em vigor da nova alíquota. A tarifa entra em vigor daqui a sete dias para produtos que estão nos Estados Unidos e, em 5 de outubro, para os que forem embarcados em até 7 dias, segundo comunicado do governo dos Estados Unidos.
Prazo satisfatório
“Isso faz com que as carnes que estavam no mar ou desembaraçadas nas aduaneiras brasileiras possam chegar aos EUA em tempo hábil. Nesse sentido, o prazo dado é satisfatório”, declarou o presidente da Abiec, Roberto Perosa, nessa quarta-feira, instantes antes de se reunir com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, na sede do Ministério, em Brasília.
Em trânsito
Segundo a Abiec, cerca de 30 mil toneladas da proteína brasileira estavam em alto-mar ou embarcadas nos portos nacionais prontas para serem encaminhadas aos Estados Unidos após o anúncio da imposição da tarifa em 9 de julho.
Otimismo
Perosa ainda acredita em reduzir a nova carga tarifária para as carnes brasileiras. “O governo está tentando negociar. Nós estamos tentando conversar com importadores para que continuem negociações lá nos EUA também”, disse. Mas ele defende que, nesse novo cenário, “a alternativa é distribuir esse volume ao redor do mundo”.
Hidrovias em destaque
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, defendeu nessa quarta-feira, dia 30, em evento em São Paulo, a ampliação das hidrovias e o avanço da sustentabilidade como caminhos essenciais para reduzir custos logísticos, integrar regiões e atrair novos investimentos para o setor. Segundo Costa Filho, pela primeira vez na história do País, as hidrovias passaram a ser tratadas como prioridade estratégica para o desenvolvimento logístico brasileiro. O ministro destacou que o Brasil tem mais de 20 mil quilômetros de hidrovias navegáveis e potencial para chegar a 60 mil quilômetros.
Investir é essencial
“O Brasil tem potencial para transformar o transporte hidroviário em um dos grandes vetores logísticos nacionais. Investir nas hidrovias é essencial para aumentar a competitividade, reduzir custos e integrar regiões”, afirmou.