Portos
CODEBA fecha o ano com R$ 331,2 milhões em caixa e prepara dividendos
Resultado supera em R$ 129,5 milhões o valor projetado pela companhia e abre caminho para repasse aos cofres da União e do Governo da Bahia
A Autoridade Portuária Federal – CODEBA encerrou o exercício com posição de caixa de R$ 331,2 milhões, valor que supera em R$ 129,5 milhões a projeção de R$ 201,7 milhões prevista no planejamento financeiro da companhia. O número consta no Relatório Anual sobre o Risco da Evolução dos Benefícios a Empregados 2025, elaborado pela Área de Compliance, Integridade, Gestão de Riscos e Controles Internos, e abre caminho para o pagamento de dividendos aos governos federal e da Bahia.
A diferença entre o valor projetado e o resultado obtido ganha outro contorno quando se considera que o orçamento da companhia já previa uso intenso de recursos em frentes estratégicas, como os estudos para a Hidrovia do São Francisco e obras nos portos de Salvador, Aratu e Ilhéus. Mesmo com esses investimentos em curso, o caixa permaneceu acima do estimado.
Três movimentos sustentam esse resultado, segundo o relatório. O primeiro é o fortalecimento das receitas a partir do novo tarifário portuário. O segundo é a renegociação contratual com a Ultracargo, que devolveu à companhia cerca de R$ 15 milhões em ativos patrimoniais. O terceiro é a gestão das provisões financeiras, que permitiu à CODEBA fechar o ano com lucro líquido de R$ 31,6 milhões — já com o impacto da participação nos resultados incluído na conta.
O cálculo dos valores individuais dessa participação está em andamento, com depósito previsto para julho, depois da análise da Gerência Jurídica da companhia e da autorização para o pagamento dos dividendos. Para o presidente da CODEBA, Antonio Gobbo, o resultado decorre do trabalho da equipe gestora e dos trabalhadores portuários, e por isso cabe à companhia compartilhar esse retorno com quem o produziu.
INDICADORES
Os números de liquidez reforçam esse cenário. A Liquidez Corrente chegou a 720%, acima dos 666% de 2024, e a Liquidez Imediata foi a 644%, contra 618% no ano anterior. Na prática, para cada R$ 1,00 de obrigação de curto prazo, a companhia tem mais de R$ 6,00 em ativos que podem ser convertidos rapidamente em caixa.
Gobbo associa esse desempenho à forma como a companhia passou a avaliar seus resultados. Segundo ele, a execução do orçamento de investimento — e não apenas o lucro apurado — entrou no cálculo que define o pagamento aos trabalhadores, o que fez a antiga participação nos lucros se tornar participação nos resultados.