Aviação
Colisão entre helicópteros deixa seis mortos no Rio de Janeiro
Aeronaves se chocaram em voo no Recreio dos Bandeirantes; Cenipa investiga as causas do acidente
Dois helicópteros colidiram no ar na manhã deste domingo (14) no bairro de Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, matando os seis ocupantes das aeronaves. O acidente ocorreu às 8h59 e as causas ainda não foram esclarecidas. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB), foi acionado e conduzirá a investigação oficial.
As aeronaves de matrículas PP-MAC e PR-DJJ se chocaram ainda em voo, antes de caírem em pontos distintos da região, a cerca de 100 metros um do outro, nas proximidades da Avenida das Américas. Segundo o Corpo de Bombeiros, cinco vítimas estavam a bordo de um dos helicópteros e apenas o piloto se encontrava no outro. Não houve sobreviventes. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, no Centro do Rio. Entre as vítimas estão cidadãos estrangeiros, conforme confirmou o prefeito Eduardo Cavaliere, sem detalhar nacionalidades.
Um dos helicópteros explodiu ao atingir o solo e caiu no pátio de um terreno alugado pela montadora de veículos elétricos BYD, localizado no quarteirão entre a Avenida das Américas e as ruas Beth Lago e Rivadávia Campos — área que abrigava anteriormente uma igreja desativada. O impacto provocou um incêndio que destruiu cerca de 20 veículos elétricos que estavam no local. A segunda aeronave caiu a aproximadamente 100 metros do primeiro ponto de impacto e não ficou completamente carbonizada, mas houve vazamento de combustível, contido pelas equipes de emergência. Câmeras de segurança de um condomínio próximo registraram os segundos finais da queda, incluindo a explosão imediata e o início do incêndio.
A operação de resposta ao acidente mobilizou cerca de 45 militares e 15 viaturas do Corpo de Bombeiros, com apoio do Grupo de Operações Especiais (GOEsp) e da Coordenadoria de Veículos Aéreos Não Tripulados. Também atuaram no local agentes da Polícia Civil, da Polícia Militar, da CET-Rio, do Centro de Operações Rio (COR) e da Comlurb. A pista lateral da Avenida das Américas, na altura da estação BRT Gilka Machado, sentido Santa Cruz, foi interditada e o trânsito precisou ser desviado para a pista central, causando retenções ao longo da manhã.
Em nota, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que tomou ciência do acidente e está apurando a situação das aeronaves e dos pilotos envolvidos. A agência reiterou a passageiros da aviação geral que verifiquem a situação de empresas e aeronaves antes do embarque. Já o Cenipa informou que investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 3), sediado no Rio de Janeiro, foram acionados para realizar a ação inicial. Segundo a FAB, durante essa etapa são aplicadas técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos e verificação preliminar dos danos causados às aeronaves, com o objetivo de reunir subsídios para a apuração das circunstâncias e das causas da colisão.