Região Nordeste
Complexo do Pecém renova acordo para viabilizar terminal de amônia verde
Consórcio Stolthaven/GES será responsável pela infraestrutura logística do Hub de Hidrogênio Verde no Ceará
O Complexo do Pecém, no Ceará, renovou o pré-contrato com o consórcio formado pelas empresas Stolthaven Terminals e Global Energy Storage (GES) para a implantação de um terminal logístico voltado à operação de amônia verde, produto-chave na cadeia do hidrogênio verde.
O consórcio ficará responsável pela construção, operação e manutenção da infraestrutura compartilhada que será usada por futuros produtores do insumo. O projeto prevê a instalação de uma rede de dutos ligando as plantas de produção aos tanques de armazenamento, tanques compartilhados para estocagem, e outra rede conectando esses tanques ao Píer 2 do Porto do Pecém, além de estruturas técnicas como braços de carga e válvulas.
A área destinada à operação ocupará até 11,6 hectares em zona greenfield, com tubulações de aproximadamente 11,5 quilômetros de extensão. O sistema incluirá duas unidades de armazenagem com tanques de aço carbono, cada um com capacidade de 65 mil metros cúbicos, interligados a uma futura linha de exportação que chegará ao Berço 4, ainda a ser construído.
Segundo Max Quintino, presidente do Complexo do Pecém, “o projeto busca garantir operações seguras, sustentáveis e com alta eficiência, respeitando os mais exigentes padrões internacionais de segurança industrial e proteção ambiental”.
O consórcio terá exclusividade para movimentar até 2,5 milhões de toneladas de amônia verde por ano. No entanto, o projeto poderá passar por ajustes, conforme o avanço dos empreendimentos previstos no Hub de Hidrogênio Verde e a formalização dos contratos comerciais com os produtores.
O pré-contrato estabelece que o operador deverá desenvolver os projetos básicos de engenharia, obter as licenças ambientais e fechar ao menos um contrato com produtor de amônia verde para viabilizar a operação.
A escolha do consórcio Stolthaven/GES como potencial operador foi feita em 2024, após um processo de seleção conduzido pela CIPP S/A ao longo de 15 meses. O terminal fará parte da estrutura comum a ser utilizada pelos produtores de amônia verde que devem se instalar no Complexo a partir de 2026, integrando a estratégia cearense de se tornar um polo referência na transição energética global.