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COP 30 no Pará terá hospedagem em navios de cruzeiro
Com 6 mil leitos, o MSC Seaview (da armadora MSC Cruzeiros) e o Costa Diadema (Costa Cruzeiros) foram as embarcações escolhidas
As delegações da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30), que será realizada em novembro, em Belém (PA), já tem suas hospedagens garantidas. Nessa quarta-feira, dia 16, o Governo Federal anunciou a contratação de dois navios de cruzeiro para ampliar a oferta de acomodações na capital paraense, durante o evento. Com 6 mil leitos, distribuídos em suas 3900 cabines, o MSC Seaview (da armadora MSC Cruzeiros) e o Costa Diadema (Costa Cruzeiros) foram as embarcações escolhidas.
Operação portuária
Os dois navios vão atracar no Terminal Portuário de Outeiro, que passa . O local passa por obras de revitalização. A instalação, uma extensão do Porto de Belém, localizada ao norte do complexo de navegação, na margem direita da Baía do Guajará, fica a cerca de 50 minutos de onde ocorrerá a COP 30. Mas o Governo promete que a inauguração de uma ponte nos próximos meses reduzirá o tempo de viagem para 30 minutos.
Público
As cabines dos navios serão oferecidas a todo o público da COP 30, como delegações da ONU, observadores e representantes de organizações sociais, da academia e do empresariado, informou o secretário extraordinário para a COP30, Valter Correia. As diárias vão varias de US$ 220 a US$ 600.
Prejuízo norte-americano
Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado nessa quarta-feira, dia 16, estima que os Estados Unidos serão o país mais prejudicado pelas tarifas impostas pelo governo do presidente Donald Trump. Segundo as estimativas da CNI, baseadas em fontes oficiais e estudos econômicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Produto Interno Bruto (PIB) estadunidense poderá cair 0,37% em razão das barreiras tarifárias impostas ao Brasil, à China e a outros 14 países, além das taxas impostas à importação de automóveis e aço de qualquer nação.
Impacto brasileiro
De acordo com o levantamento, o tarifaço poderá reduzir em 0,16% o PIB do Brasil, assim como o da China, além de provocar uma queda de 0,12% na economia global e uma retração de 2,1% no comércio mundial.
Perde-perde
“Os números mostram que esta política é um perde-perde para todos, mas principalmente para os americanos. A indústria brasileira tem nos EUA seu principal mercado, por isso a situação é tão preocupante. É do interesse de todos avançar nas negociações e sensibilizar o governo americano da complementariedade das nossas relações. A racionalidade deve prevalecer”, destacou o presidente da CNI, Ricardo Alban.