Ferrovias
Corredor Norte da VLI amplia transporte de soja e reforça importância ferroviária
Movimentação da oleaginosa cresceu 10% em 2025 e expectativa é de novo avanço em 2026 com safra recorde e aumento da demanda internacional
A empresa de logística VLI Logística registrou crescimento de 10% na movimentação de soja pelo chamado Corredor Norte em relação a 2024, reforçando a importância da rota para o escoamento da produção do Centro-Oeste em direção aos portos do Arco Norte. A companhia iniciou recentemente as operações ferroviárias e os embarques para exportação da safra 2026 e projeta novo avanço ao longo do ano, embora ainda não tenha detalhado volumes.
No ano passado, a movimentação de soja pelo corredor alcançou 9 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU), ante 8,2 bilhões em 2024. O TKU é um indicador que combina a quantidade transportada com a distância percorrida na malha ferroviária, sendo utilizado como referência para medir o nível de atividade em corredores logísticos.
O Corredor Norte inclui trechos da Ferrovia Norte-Sul, sob concessão da VLI, e conta com três terminais integradores localizados em Porto Franco (MA), Palmeirante e Porto Nacional, no Tocantins. A estrutura também contempla a operação do Terminal Portuário São Luís, no Porto do Itaqui, no Maranhão.
Safra maior deve impulsionar demanda
A expectativa de aumento da produção nacional de soja também deve pressionar a demanda por transporte e logística. A Companhia Nacional de Abastecimento projeta que a safra brasileira 2025/26 alcance 177,98 milhões de toneladas, alta de 3,8% em relação ao ciclo anterior.
Já a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais estima crescimento de 3,1% nas exportações de soja em grão em 2026, na comparação com 2025, quando os embarques somaram 108,2 milhões de toneladas.
Com isso, corredores logísticos ferroviários e portuários devem ganhar ainda mais relevância no escoamento da produção agrícola.
Além da soja, o Corredor Norte também é utilizado para o transporte de milho, fertilizantes, celulose e combustíveis. A capacidade de movimentação varia ao longo do ano, acompanhando a sazonalidade das diferentes cadeias produtivas.