Logística
Corredores conectam produção, mercados e portos em nova malha nacional
Cenário para 2050 reúne 12 eixos rodoviários, oito ferroviários, quatro aquaviários e sete intermodais distribuídos por diferentes regiões do País
Os 31 eixos de transporte definidos como prioritários pelo Plano Nacional de Logística (PNL) 2050 reúnem intervenções em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos com foco nas principais rotas de circulação de cargas e passageiros. No documento, esses eixos são formados por conjuntos de infraestruturas existentes ou projetadas que, combinadas, estruturam ligações consideradas estratégicas para o País.
A maior parcela está no modal rodoviário, com 12 eixos. Eles incluem conexões de São Paulo com a Região Sul; de Goiás e Minas Gerais com o Rio de Janeiro; uma ligação Norte-Sul; corredores da Bahia com o Sudeste e do interior ao litoral do Nordeste; a ligação entre Fortaleza e Salvador; conexões do Centro-Oeste com o Sul; do Rio Grande do Sul com seus portos; de Goiás com os portos baianos; entre Maranhão e Piauí; e de Goiás, Minas Gerais e Bahia com o Espírito Santo. Também integra a lista a ligação de Goiás e Mato Grosso do Sul com São Paulo.
As intervenções previstas nesses corredores envolvem principalmente requalificação e ampliação de rodovias já existentes, além da implantação de novos trechos. Na ligação entre São Paulo e a Região Sul, por exemplo, aparecem obras nas BRs 277, 290, 101, 116, 280, 376, 392 e 471, conectando os principais centros urbanos e produtivos aos complexos portuários do Sul.
No modal ferroviário, o PNL estabelece oito grandes eixos. A relação inclui a Malha Centro-Sudeste, a ligação Norte-Sul, uma conexão pelo interior do Nordeste, a ligação Leste-Oeste, os corredores Sudeste-Nordeste e do litoral nordestino, o corredor bioceânico via Mato Grosso do Sul e uma ligação ferroviária no norte do Nordeste.
Entre os empreendimentos associados à Malha Centro-Sudeste estão ampliações da Malha Paulista, da MRS e da Estrada de Ferro Vitória a Minas, além de intervenções na Ferrovia Norte-Sul, na Ferrovia Centro-Atlântica e na Malha Oeste. O mesmo eixo contempla novas ligações, como trechos da EF-118 e o Ferroanel Norte de São Paulo.
No Nordeste, o plano reúne projetos como a Ferrovia Transnordestina entre Eliseu Martins (PI) e o Porto do Pecém (CE), a ligação Salgueiro-Suape e a conexão entre a Ferrovia Norte-Sul e a Transnordestina. Esses empreendimentos aparecem associados à ampliação de capacidade dos complexos de Fortaleza/Pecém, Recife/Suape e Salvador/Aratu.
A ligação ferroviária Leste-Oeste inclui trechos da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico) e da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), formando uma conexão entre Mato Grosso, Goiás e a Bahia. O eixo também prevê terminais no Porto Sul, no litoral baiano.
Transporte aquaviário
O transporte aquaviário aparece em quatro eixos. Três são hidroviários — Tocantins, Paraguai e Parnaíba — e o quarto corresponde à cabotagem entre a Região Sul e Manaus. Na Hidrovia do Tocantins, o cenário inclui intervenções entre Uruaçu (GO), Marabá (PA) e Belém (PA), além da expansão de Belém/Vila do Conde e da implantação de terminais em cidades como Aguiarnópolis, Imperatriz, Marabá, Miracema do Tocantins e Peixe.
Na Hidrovia do Paraguai, estão previstas melhorias no trecho navegável, consolidação da navegação entre Corumbá e Barra do Bugres e ampliações portuárias em Corumbá e Porto Murtinho, além de um terminal em Cáceres.
Os sete eixos intermodais completam o cenário-meta e combinam diferentes meios de transporte em uma mesma ligação. Entre eles estão conexões ferroviárias e hidroviárias no Arco Norte, a Hidrovia do São Francisco, uma integração rodoviária-hidroviária também voltada ao Arco Norte, a integração amazônica, uma ligação ferroviária entre São Paulo e a Região Sul, uma conexão hidroviária-ferroviária entre o Centro-Oeste e São Paulo e um eixo voltado ao transporte de passageiros na Macrometrópole paulista.
Os 31 eixos reúnem intervenções de implantação e expansão em infraestruturas rodoviárias, ferroviárias, aquaviárias, portuárias e aeroportuárias, agrupadas de acordo com as rotas consideradas prioritárias no cenário de 2050.