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Cosan confirma estudo para vender parte da participação na Rumo
Holding contratou o BTG Pactual para avaliar alternativas envolvendo sua fatia na Rumo; negociações estão em fase inicial
A Cosan confirmou nessa segunda-feira, dia 29, que estuda alternativas para sua participação na Rumo (RAIL3), incluindo a venda de parte da fatia. E ccontratou o BTG Pactual como assessor financeiro para analisar possíveis transações. A holding de Rubens Ometto divulgou a informação em fato relevante, encerrando meses de especulação sobre o movimento.
Segundo a Cosan, as conversas estão em fase inicial e que não há decisão sobre a realização da operação, seu formato ou tamanho. “O processo está em fase de tratativas iniciais e não há, ainda, qualquer decisão da companhia com relação à efetiva realização de uma transação envolvendo sua participação na Rumo ou ao formato e às condições de um eventual negócio”, informou a holding. A expectativa é que propostas vinculantes sejam apresentadas nos próximos 30 dias.
A operação integra a estratégia de desalavancagem da Cosan, prioridade da gestão desde o ano passado. A holding acumulou endividamento elevado após anos de expansão, agravado pelo ciclo de juros altos. Para reforçar o caixa, recebeu aporte de R$ 10 bilhões do BTG Pactual, da gestora Perfin Investimentos e da família Ometto. Em dezembro do ano passado, vendeu aproximadamente 4,98% da participação que detinha na Rumo. Mesmo após essa operação, a Cosan permanece como principal acionista da companhia logística, com cerca de 20,33% do capital.
Estreia portuária
O Porto Piauí, em Luís Correia (PI), iniciou nessa segunda-feira, dia 29, o carregamento de seu primeiro navio comercial, com minério de ferro extraído na região de Piripiri e destinado à China. A operação marca o início efetivo das atividades comerciais do terminal, que opera desde sua inauguração apenas com cargas de teste e estruturação. Até agora, a produção mineral da região de Piripiri era transportada para portos de outros estados, principalmente do Ceará, antes de seguir para exportação.
Segundo o Governo do Piauí, o uso do terminal local deve reduzir os custos logísticos do minério de ferro exportado, ao eliminar os gastos com o transporte rodoviário até portos vizinhos. Como resultado, ampliará a competitividade da produção mineral do estado. A fase inicial das operações do Porto do Piauí contempla exportação de minério de ferro e, no futuro, importação de fertilizantes, com expansão prevista para outras cargas.