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Cosan fecha acordo bilionário para reduzir dívida
Acordo bilionário na Cosan
A Cosan anunciou no último domingo, dia 21, um acordo para levantar até R$ 10 bilhões por meio de um aumento na oferta de ações ordinárias no mercado. O principal objetivo da operação é reduzir a dívida da companhia, que hoje está em R$ 21,5 bilhões. A capitalização será feita por um consórcio de investidores que inclui sócios da holding do BTG Pactual, o Fundo Perfin Infra e o family office Aguassanta, que pertence ao controlador da Cosan, Rubens Ometto. Desse valor total, R$ 7,25 bilhões virão da associação.
Ofertas de ações
A operação envolve duas ofertas públicas de ações, que devem ser concluídas até 11 de novembro. Para que a transação ocorra, a Cosan irá convocar uma Assembleia Geral Extraordinária hoje, dia 23, para deliberar sobre a dispensa da “poison pill”, uma cláusula de proteção contra aquisições hostis. Essa dispensa é necessária porque a entrada dos “investidores âncora” (BTG e Perfin) aumentará a participação dos acionistas majoritários e, consequentemente, reduzirá o percentual dos minoritários.
Controle acionário
Atualmente, 36% das ações da Cosan estão com o grupo controlador, e o restante está no mercado. Com o novo arranjo, Rubens Ometto continuará como sócio majoritário, com 50,01% das ações ordinárias, enquanto BTG e Perfin terão uma participação combinada de 49,99%. Juntos, os três grupos passarão a controlar 55% do capital social da empresa.
Agenda
A primeira oferta, que será lançada nesta terça-feira, após o fechamento do mercado, emitirá 1,45 bilhão de ações ordinárias. O consórcio de investidores se comprometeu a adquirir todos os papéis a R$ 5 cada, totalizando o aporte de R$ 7,25 bilhões.
Queda na bolsa
Como resultado do anúncio dessa operação, a Cosan teve um dia de forte queda na Bolsa de Valores nessa segunda-feira, com suas ações desvalorizando 18,13%. A empresa, que agora vale R$ 11,41 bilhões, perdeu R$ 2,52 bilhões em valor de mercado em apenas um pregão, um valor equivalente ao da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA).
Subsidiárias
Para especialistas, a estratégia anunciada pela Cosan solucionou seu problema de endividamento. Mas não resolveu um dos grandes obstáculos do grupo – os problemas em suas subsidiárias, como a Raízen.