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Cosan nega informações sobre venda da Rumo
Empresa tentou pacificar a situação junto aos investidores após especulações sobre o assunto
A Cosan negou informações que circularam no último domingo, de que teria colocado a totalidade da Rumo (RAIL3) à venda. Com isso, buscou pacificar os ânimos dos investidores em meio a especulações de que grandes conglomerados nacionais e internacionais — incluindo Ultra, Grupo México, Inpasa, Bunge, Opportunity, GIC, Voto, Itaúsa e Suzano — estariam disputando o ativo ferroviário.
Embora tenha negado veementemente qualquer deliberação sobre a perda do controle de suas controladas, a Cosan deixou a porta aberta para transações estratégicas menores. O comunicado que divulgou reforça que o plano de desalavancagem financeira e simplificação de portfólio continua ativo, e que discussões de bastidores envolvem exclusivamente a alienação de participações minoritárias, preservando o comando acionário sob o guarda-chuva do grupo de Rubens Ometto.
ANTT pede concurso
A diretoria colegiada da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou, nesta segunda-feira, dia 1, um pedido oficial ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos para a abertura de um concurso público com 720 vagas. A medida tenta conter um severo deficit de pessoal que já ultrapassa 40% do quadro autorizado da autarquia – levantamento interno aponta a existência de 722 vagas abertas na estrutura atual da agência reguladora.
O pleito encaminhado ao Governo Federal indica que serão 274 vagas para o cargo de especialista em regulação de serviços de transportes terrestres e 50 para analista administrativo, ambas exigindo formação em nível superior. Para o nível médio, a proposta da autarquia contempla 338 oportunidades para técnico em regulação de serviços de transportes terrestres e 58 vagas destinadas à função de técnico administrativo. A liberação do edital completo agora depende da análise e do aval financeiro por parte do Executivo federal.
Essa tentativa de recomposição das equipes técnicas ocorre em um momento de forte pressão sobre a capacidade operacional da agência. Recentemente, a diretoria da autarquia manifestou grande preocupação com os impactos do bloqueio orçamentário federal de R$ 22,1 bilhões nas verbas de fiscalização, alertando que a escassez de recursos põe em risco a sustentabilidade das concessões. A necessidade de novos servidores é acentuada pelo cronograma do Ministério dos Transportes, que planeja encerrar o ano com o recorde histórico de 35 leilões rodoviários realizados e com o início das operações de megaprojetos privados, como a Ferrovia de Mato Grosso da empresa Rumo, eventos que demandarão fiscalização e segurança jurídica contínuas na ponta do sistema logístico nacional.