Brasil Export
Costa Filho: ministro de Portos e defensor da Transnordestina
Mesmo à frente de outra pasta, ele tem demonstrado atenção à ferrovia, especialmente ao trecho que passará por seu estado
Silvio Costa Filho tem demonstrado especial atenção com o avanço da Transnordestina e deixou isso evidente durante sua participação no Fórum Pernambuco Export, no último dia 20, no Recife. Apesar de ser titular da pasta de Portos e Aeroportos, ele tem se mostrado um defensor incansável da ferrovia, especialmente no que se refere ao trecho que atravessará o seu estado. Excluído do projeto em 2022, o ramal agora conta com garantias de investimentos para sua conclusão.
Durante o evento, o ministro lembrou que a retomada da Transnordestina foi uma das primeiras ações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), logo após sua posse. “Quando o presidente Lula assumiu, um dos primeiros atos dele como presidente da República foi botar novamente a Transnordestina no papel. Estava lá, só no Ceará, no Piauí, no Pecém (CE), esquecendo de Pernambuco. O presidente disse: ‘Não, eu não aceito isso. Nós temos que fazer a Transnordestina’, afirmou.
Ele ainda destacou que o ramal pernambucano, que liga a cidade de Salgueiro ao Porto de Suape, havia sido excluído do contrato de concessão, mas que a situação foi revertida com a intervenção do governo federal.
Costa Filho também relatou um diálogo com o ministro dos Transportes, Renan Filho, que garantiu a continuidade da obra. “Ele me disse: ‘Silvio, pode garantir que a Transnordestina. Este ano estamos concluindo o projeto, e a nossa expectativa é que, ainda em 2025, a gente possa fazer a licitação’”, afirmou, reforçando que os investimentos totais para o ramal pernambucano somam cerca de R$ 5 bilhões.
O projeto da Transnordestina prevê 1.757 quilômetros de extensão, sendo 1.209 quilômetros de ferrovia. A obra, que teve início em 2006, visa conectar os portos de Pecém (CE) e Suape, e deverá impulsionar a competitividade da região, facilitando o escoamento da produção agropecuária e mineral. No entanto, ao longo dos anos, a construção enfrentou diversos obstáculos, incluindo paralisações, alterações no traçado e falta de recursos.
A retomada das obras foi possível após intensas discussões sobre a importância da ferrovia para o desenvolvimento do Nordeste, com a garantia de recursos do Orçamento Geral da União (OGU) para sua conclusão.
No Pernambuco Export, Costa Filho disse que, além dos R$ 7 bilhões já investidos, novos aportes estão garantidos, permitindo que o trecho entre Eliseu Martins (PI) e Pecém seja finalizado até 2026, com a operação prevista para 2025. Já o ramal pernambucano será licitado em breve, com um projeto executivo sendo elaborado atualmente.