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Região Nordeste

Dix direciona R$ 230 mi para obras em Belém, Macapá, Noronha e no Ceará

3 de May de 2025 às 13:12
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Intervenções da empresa pernambucana miram melhoria da experiência do passageiro e preparação para eventos como a COP30

A empresa pernambucana Dix Aeroportos, subsidiária do Grupo Agemar, anunciou um pacote de investimentos que totaliza R$ 230 milhões. As ações vão da retomada emergencial da gestão dos aeroportos turísticos do Ceará à modernização de terminais estratégicos na Região Norte e em Fernando de Noronha (PE).

Desde a última quarta-feira (30), a empresa voltou a administrar, em caráter emergencial, os aeroportos cearenses de Jericoacoara e Aracati – este último atende a região de Canoa Quebrada. A operação ocorre após distrato do contrato entre o Governo do Ceará e a Infraero, firmado ao fim da gestão anterior da Dix. O objetivo da Superintendência de Obras Públicas (SOP) ao retomar o contrato com a Agemar é melhorar a eficiência operacional e ampliar a conectividade aérea dos destinos turísticos cearenses.

A concessão emergencial foi oficializada no Diário Oficial do Estado no dia 15 de abril, por dispensa de licitação, e envolve a prestação de serviços no valor de R$ 12,17 milhões. O regime excepcional seguirá em vigor enquanto o governo estadual prepara a licitação definitiva, prevista para ocorrer em até um ano. O presidente do Grupo Agemar, Manoel Ferreira, afirmou que a empresa participará do futuro certame.

Paralelamente, a Dix Aeroportos mantém um cronograma intenso de obras no Bloco Norte II – conjunto de aeroportos localizados no Pará e no Amapá –, arrematado em leilão federal por R$ 125 milhões, com ágio de 119,78%, em agosto de 2022.

No principal projeto, em Belém, a empresa vai investir quase R$ 150 milhões na ampliação e modernização do terminal, cuja entrega está prevista para agosto. A obra integra a preparação da capital para receber a COP30, conferência internacional do clima da ONU, e inclui reformulação das áreas de check-in, novos espaços comerciais e a construção de um hotel em parceria com um grupo empresarial paraense.

Outro foco da companhia está em Macapá (AP), onde os aportes variam entre R$ 35 milhões e R$ 40 milhões. O pacote contempla intervenções na pista de pousos e decolagens, bem como melhorias nos ambientes de embarque e check-in. A expectativa é de que o fluxo de passageiros cresça a partir do desenvolvimento da Margem Equatorial, nova fronteira exploratória da Petrobras na costa norte brasileira.

Em Fernando de Noronha, a Dix Aeroportos também vai promover a expansão do terminal de passageiros, que passará de 1.300 m² para 3.000 m² até dezembro de 2026, com investimento estimado em até R$ 40 milhões. Embora o número de visitantes permaneça limitado por questões ambientais – cerca de 330 mil ao ano –, o objetivo é ampliar o conforto e a experiência dos passageiros.

Além do terminal, a Agemar administra o Forte Nossa Senhora dos Remédios, um dos principais atrativos históricos e turísticos do arquipélago. O grupo passou a gerir o equipamento em abril de 2022, por meio do Consórcio Forte, vencedor da licitação promovida pelo governo de Pernambuco. Pelo arrendamento, o consórcio paga cerca de R$ 238 mil mensais ao estado.

Desde então, o espaço foi restaurado e reaberto ao público em dezembro de 2022. Hoje, funciona como centro cultural, com museu imersivo, restaurante, bar e auditório para eventos. Segundo Ferreira, o forte se tornou um dos ativos turísticos mais bem conservados da ilha.

Expansão da Dix Aeroportos pelo Brasil

1. Ceará (Jericoacoara e Aracati)

  • Situação: Gestão emergencial retomada em abril de 2025 
  • Investimento: R$ 12,17 milhões 
  • Objetivo: Melhorar a eficiência e conectividade aérea enquanto o Estado prepara nova licitação 

2. Belém (PA) – Bloco Norte II

  • Situação: Obras em andamento para a COP30 
  • Investimento: Quase R$ 150 milhões 
  • Entrega prevista: Agosto de 2025 
  • Intervenções: Expansão do terminal, novas áreas comerciais e construção de hotel 

3. Macapá (AP)

  • Situação: Em obras 
  • Investimento: R$ 35 a R$ 40 milhões 
  • Objetivo: Adequar o aeroporto ao aumento de fluxo gerado pela Margem Equatorial 
  • Melhorias: Pista, embarque e check-in 

4. Fernando de Noronha (PE)

  • Situação: Expansão do terminal até dezembro de 2026 
  • Investimento: Até R$ 40 milhões 
  • Meta: Ampliar conforto do passageiro (sem aumento de fluxo) 

5. Forte Nossa Senhora dos Remédios (PE)

  • Gestão: Desde abril de 2022 (via Consórcio Forte) 
  • Aluguel mensal: R$ 238 mil ao governo estadual 
  • Reforma: Reaberto em dezembro de 2022 com museu, restaurante e auditório

 

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