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Dona de sua história

Apaixonada por inovação, sustentabilidade e impacto social, Thalita Cássia faz a diferença atuando em vários projetos da área de petróleo, gás e energia. Escorpiana comunicativa e batalhadora, seu objetivo é contribuir para o crescimento e a transformação destes setores no Brasil e no mundo. É Diretora de Relações e Parcerias do Instituto de Petróleo, Gás e Energia e Coordenadora da pasta de Energia, Petróleo e Gás do Instituto Cultural Marinha Mercante, além de membro de várias associações do ramo. Está concorrendo ao Troféu Frotas e Fretas Verdes 2026 na categoria Influenciador para Mobilidade Sustentável, do Instituto Besc de Humanidades e Economia, de Belo Horizonte. Nascida em Campinas no interior de São Paulo, é formada em Marketing, com MBA em Energias e Liderança e Coach na Gestão de Pessoas. Confira:
Por que saiu de Campinas?
Campinas sempre fará parte da minha história, amo ser do Interior. Foi lá que construí meus primeiros valores, aprendi sobre trabalho e desenvolvi o desejo de crescer profissionalmente, mas chegou um momento em que percebi que precisava ampliar meus horizontes. Aceitei o desafio de mudar para São Paulo e construí uma rede de relacionamentos de alto nível, que me abriu as portas para migrar para o Rio de janeiro, uma decisão que exigiu coragem, mas que transformou completamente minha vida.
Realizou algum sonho de criança?
Por volta dos 8, 9 anos eu dizia que quando ficasse rica e ganhasse na mega-sena, iria morar em um hotel, com restaurante 24h, piscina, cinema, parquinho. Todos riam, mas esse sonho se realizou naturalmente. Quando eu mudei para São Paulo, morei mais de quatro anos em um hotel. Eu lembro da cena no reflexo do vidro, olhando pela janela e vendo as luzes e o cruzamento da Faria Lima, umas das maiores avenidas do mundo, e sem ganhar na loteria, apenas com muita fé e trabalho.
O que é o Projeto Damas de Ferro que você criou?
O projeto nasceu do meu hobby em tiro esportivo, eu me tornei instrutora de tiro e foi uma fase maravilhosa, trabalhei com grandes profissionais militares e conheci outras mulheres que praticavam. Era um projeto que incentivava liderança, fortalecimento feminino, autoestima, segurança e protagonismo. Aqui no Rio estou sem tempo, quem sabe um dia retome.
Como chegou ao setor de energia?
Foi um encontro entre oportunidade e paixão, ainda no Interior. Já trabalhava com a área de relacionamento corporativo e recebi uma proposta de entrar em uma empresa do segmento. Quanto mais eu conhecia o setor mais gostava e entendia a importância estratégica para o desenvolvimento do Brasil. Energia vai muito além da produção de combustível ou eletricidade; ela movimenta a economia, gera empregos, promove inovação e influencia a qualidade de vida das pessoas, salva vidas.
Por que se interessou pelas áreas de sustentabilidade e inovação?
Porque acredito que crescimento e responsabilidade precisam caminhar juntos. A inovação é o caminho para encontrarmos soluções mais eficientes e sustentáveis, enquanto a sustentabilidade garante que esse desenvolvimento aconteça pensando nas próximas gerações. São temas que deixaram de ser tendência para se tornarem prioridade.
Quando começou a integração com a Marinha Mercante?
A aproximação aconteceu por meio das atividades institucionais e dos projetos voltados ao desenvolvimento da economia do mar e transição energética. Conheci a Comandante Andrea Barcala, presidente do Instituto Cultural Marinha Mercante, e ao conhecer melhor esse universo compreendi sua enorme importância para a logística, o comércio exterior, a segurança energética e o crescimento econômico do país.
Quais empresas atuou no setor de petróleo e energia?
Ao longo dos anos tive a oportunidade de desenvolver projetos e relacionamentos com importantes empresas nacionais e internacionais dos setores de energia, petróleo, tecnologia, infraestrutura e defesa, aproximando o setor produtivo de instituições públicas e privadas. Posso citar a Enel e a Vibra Energia, que me deram uma visão ampla, permitindo compreender as necessidades de diferentes segmentos e contribuir para soluções colaborativas. A energia renovável é o caminho.
Quais são os desafios atuais?
Vivemos um momento de transformação profunda. A transição energética, a inovação tecnológica, a segurança energética, a descarbonização e a necessidade de ampliar investimentos exigem diálogo permanente entre empresas, governo e sociedade. O Brasil reúne condições extraordinárias para liderar esse movimento, mas precisamos trabalhar de forma integrada e com visão de longo prazo e segurança jurídica. O IPEGEN é um braço técnico que movimenta as empresas, as agências reguladoras e o próprio Congresso, com apoio da nossa equipe técnica à Frente Parlamentar de Energia Petróleo e Gás.
Qual o maior sonho?
Meu maior sonho é deixar um legado, seja ele para meus sobrinhos, minha futura família, amigos… Quero contribuir para que o Brasil seja reconhecido como uma potência energética sustentável e ajudar a formar novas lideranças, especialmente femininas. O verdadeiro sucesso acontece quando abrimos caminhos para que outras pessoas também possam crescer. Acho que continuo sendo a menina sonhadora. Quero formar uma família, e no Rio sinto que finalmente posso fincar raízes.
O que é, para você, o protagonismo feminino?
É ocupar espaços com preparo, competência e autenticidade. Não significa competir com os homens, mas mostrar que talento não tem gênero. O protagonismo feminino acontece quando mulheres inspiram outras mulheres, compartilham conhecimento e constroem ambientes diversos e colaborativos. Não quero cadeiras por cotas e sim por merecimento.
Como está o setor de energia, sustentabilidade e inovação?
Estamos vivendo uma verdadeira revolução. Nunca houve tantas oportunidades para desenvolver novas tecnologias, ampliar fontes renováveis, investir em armazenamento de energia, inteligência artificial e soluções sustentáveis. O Brasil possui recursos naturais, capacidade técnica e um enorme potencial para assumir protagonismo mundial nesse cenário.
O que mudou em você durante toda essa trajetória?
Aprendi que grandes conquistas não acontecem da noite para o dia. Elas são construídas com muita fé, disciplina, coragem, resiliência e relacionamentos sólidos. Hoje sou uma profissional mais madura, estratégica e consciente da responsabilidade que tenho ao representar instituições e conectar pessoas. Continuo acreditando que o diálogo abre portas, que a credibilidade é o maior patrimônio de qualquer profissional e que sempre vale a pena trabalhar por aquilo em que acreditamos. Agradeço imensamente a todos que passaram pela minha trajetória.