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Brasil Export

Economia aquecida impulsiona portos e aviação no país, diz ministro

Atualizado em: 6 de March de 2026 às 10:11
Alexandre Fernandes Enviar e-mail para o Autor

Silvio Costa Filho afirma no Pernambuco Export que crescimento do PIB, do emprego e da renda ampliou passageiros, investimentos e atividade logística

O desempenho recente da economia brasileira, marcado pelo crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), pela ampliação do emprego e pelo aumento do poder de compra da população, tem produzido efeitos diretos sobre os setores portuário e de aviação no país. A avaliação foi feita pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, durante a abertura do Fórum Pernambuco Export, realizado na quinta-feira (5), no Recife. O evento foi promovido pelo Grupo Brasil Export e reuniu representantes do setor produtivo, autoridades públicas e especialistas em infraestrutura e logística.

Segundo o ministro, a expansão da atividade econômica durante os três anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem se refletido no aumento da movimentação de passageiros na aviação civil e no crescimento dos investimentos e da atividade portuária.

“À medida que a economia brasileira cresce, provoca automaticamente um impacto nesses setores”, disse Costa Filho, que deixará o cargo em abril para disputar uma vaga no Senado nas eleições deste ano.

O titular da pasta citou números do transporte aéreo para ilustrar o movimento. De acordo com ele, o país registrou 97 milhões de passageiros em 2022 — último ano da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro — e encerrou 2025 com cerca de 130 milhões. “Ou seja, em três anos o Brasil incluiu mais de 30 milhões de passageiros na aviação”, disse.

O ministro associou esse avanço ao fortalecimento do turismo. Segundo ele, esse setor tem papel relevante na geração de emprego e renda. “A cada quatro turistas que chegam a Pernambuco, ou a qualquer outro estado, uma oportunidade de trabalho é gerada para a população”, declarou, defendendo a ampliação da oferta de voos e a entrada de novas companhias aéreas no mercado brasileiro.

Setor portuário

No setor portuário, Costa Filho disse que o país atravessa um momento de forte expansão dos investimentos. Segundo ele, nos últimos três anos foram assinados mais de R$ 30 bilhões em contratos no segmento. “Estamos tendo o melhor momento em investimentos no setor portuário brasileiro”, afirmou. 

O ministro também destacou o desempenho da balança comercial, que, segundo ele, tem registrado superávits expressivos. “Estamos por três anos consecutivos batendo recordes na balança comercial, com média de saldo superior a US$ 60 bilhões”, disse.

De acordo com Costa Filho, o crescimento da atividade portuária também tem sido acompanhado por maior distribuição regional dos investimentos. Ele afirmou que, durante muitos anos, os recursos ficaram concentrados em portos do Sudeste, especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, enquanto outras regiões recebiam menor atenção. “O Nordeste ficava ao largo desta discussão. Agora estamos descentralizando os investimentos para o Norte e o Nordeste”, declarou.

O ministro afirmou ainda que o setor portuário brasileiro tem registrado crescimento médio de cerca de 5% ao ano nos últimos três anos e apontou a geração de mais de 300 mil empregos vinculados à atividade. Para ele, parte desse movimento está relacionada a medidas adotadas pelo governo federal para melhorar o ambiente de negócios.

“Estamos simplificando, desburocratizando, criando segurança jurídica e melhorando o ambiente de negócios para que cada vez mais tenhamos investimentos nacionais e internacionais”.

Economia

Durante o discurso, o ministro comentou o desempenho recente da economia brasileira. Segundo ele, o país apresentou crescimento superior ao esperado por analistas do mercado financeiro desde o início do atual governo.

Costa Filho afirmou que, quando a atual gestão assumiu, em janeiro de 2023, projeções apontavam crescimento inferior a 1% naquele ano. “Terminamos 2023 com crescimento de quase 3%. Em 2024, perto de 3%. E agora 2025 com crescimento de quase 2,5%”, disse.

Ele também mencionou a inflação dentro da meta e a expansão do emprego formal como fatores que, na avaliação do governo, ajudam a sustentar a atividade econômica e ampliar o consumo.

A importância dos programas sociais foi outro ponto destacado pelo ministro. Ao comentar críticas recorrentes ao Bolsa Família, Costa Filho disse que a política tem papel relevante na redução das desigualdades, especialmente em regiões mais pobres do país.

Segundo ele, ao mesmo tempo em que o programa garante proteção social, o aquecimento da economia tem permitido a migração de parte dos beneficiários para o mercado de trabalho. De acordo com o ministro, mais de 3 milhões de brasileiros deixaram o Bolsa Família e passaram a ter emprego ou outra fonte de renda nos últimos três anos. “O maior programa social do Brasil é emprego e renda”, afirmou.

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