Região Sul
Empresas firmam joint venture para implantar terminal privado em Rio Grande
Acordo entre a CMPC Celulose e a Neltume Ports visa a criação de um TUP dedicado a movimentação de carga geral
As empresas CMPC Celulose e a Neltume Ports anunciaram a constituição da joint venture Terminal Rio Grande do Sul S/A, que tem o objetivo de implantar um terminal dedicado à movimentação de carga geral, com foco na celulose, no Porto do Rio Grande, o principal complexo do estado.
No início de dezembro, o Terminal Rio Grande do Sul obteve junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), após o período de consulta pública, o reconhecimento da viabilidade para celebração de um contrato de adesão. O acordo viabiliza a construção, exploração e futura operação de um Terminal de Uso Privado (TUP) em Rio Grande, a ser firmado entre a empresa e o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor).
Segundo divulgado, o contrato de adesão foi assinado no último dia 19 de dezembro entre a Secretaria Nacional de Portos, MPor, Antaq e a empresa que vai operar o terminal.
O projeto prevê a construção de dois berços de atracação para navios, dois berços para barcaças e um armazém com capacidade estática de 194 mil toneladas de celulose, ampliando de forma significativa a capacidade logística do Porto do Rio Grande. O investimento previsto para o empreendimento somam R$ 1,5 bilhão.
Durante a fase de implantação do terminal, a expectativa é da geração de mais de 1.200 empregos. Já na fase operacional, o terminal deverá criar cerca de 450 empregos diretos e mais de 2.100 indiretos, que incluem trabalhadores avulsos e caminhoneiros.
O projeto do novo TUP vai contemplar um repasse no valor de R$ 142,7 milhões à Portos RS, Autoridade Portuária dos portos públicos gáuchos. A quantia, conforme o acordo, será destinad para a execução da dragagem de aprofundamento do canal de acesso e da bacia de evolução do Porto Novo, o que vai beneficiar diretamente todas as cargas operadas nessa área portuária.
Os próximos passos incluem a Cessão de Uso do terreno, atualmente em tramitação junto à Superintendência do Patrimônio da União (SPU). Na sequência, estão previstas a realização de audiência pública, bem como a obtenção da Licença Prévia e da Licença de Instalação junto à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM/RS).