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Petróleo e Gás

Etanol e gasolina iniciam 2026 em alta com fatores sazonais e impacto do ICMS

Atualizado em: 17 de January de 2026 às 13:09
Da Redação Enviar e-mail para o Autor Estadão Conteúdo

Levantamento da Ticket Log mostra avanço dos preços na primeira quinzena de janeiro, com influência de ajustes tributários e menor oferta do biocombustível

A gasolina e o etanol começaram 2026 em alta. Na primeira quinzena de janeiro, os preços médios subiram 3,56% e 1,74%, respectivamente, na comparação com a primeira quinzena de dezembro de 2025, segundo dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). O etanol passou de R$ 4,50 para R$ 4,66, enquanto a gasolina subiu de R$ 6,33 para R$ 6,44.

Em 1º de janeiro de 2026, entrou em vigor um novo patamar do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis, definido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). No caso da gasolina, o tributo passou a ser de R$ 1,57 por litro, um aumento de R$ 0,10 em relação ao valor anterior. A atualização do ICMS é apontada como um dos fatores que ajudam a explicar o avanço observado no preço médio da gasolina neste início de ano, contribuindo para a pressão no valor final ao consumidor.

“A alta registrada no início de janeiro já reflete um cenário típico do começo do ano, com ajustes tributários em vigor, como a atualização do ICMS, além de fatores sazonais que impactam especialmente o etanol, como a menor oferta do biocombustível neste período. No caso da gasolina, o aumento foi mais moderado, mas ainda assim perceptível na bomba”, explicou o diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, Renato Mascarenhas.

Segundo ele, mesmo com a alta registrada no período, o etanol segue competitivo em diversos estados, especialmente quando seu preço representa até 70% do valor da gasolina. “Além do fator econômico, o biocombustível também oferece ganhos ambientais importantes, por emitir menos poluentes e contribuir para a redução da pegada de carbono”, destacou.

Na análise por regiões, o Norte seguiu registrando os maiores preços médios do país para ambos os combustíveis, com o etanol a R$ 5,28 (+1,54%) e a gasolina a R$ 6,83 (+0,59%). O Sudeste apresentou os menores preços médios, com o etanol a R$ 4,58, após alta de 3,62%, e a gasolina a R$ 6,33, que subiu 1,77% no período.

O Nordeste registrou uma das maiores altas para o etanol entre as regiões, de 4,42%, alcançando o preço médio de R$ 4,96. A gasolina na região também subiu, com avanço de 1,72%, chegando a R$ 6,49. No Centro-Oeste, o etanol foi comercializado a R$ 4,73 (+3,50%) e a gasolina a R$ 6,55 (+1,55%). Já o Sul apresentou aumento de 3,03% no etanol, que chegou a R$ 4,76, enquanto a gasolina teve o maior avanço regional, de 2,22%, alcançando R$ 6,45.

Entre os estados, o etanol mais caro do país na primeira quinzena de janeiro foi registrado no Amazonas, com preço médio de R$ 5,48, após leve alta de 0,55%. O menor preço médio foi encontrado em São Paulo, a R$ 4,44, mesmo após aumento de 3,26% em relação à quinzena anterior.

O maior aumento do etanol no período ocorreu no Rio Grande do Norte, onde o combustível avançou 13,07%, chegando ao preço médio de R$ 5,19. Por outro lado, a maior redução foi observada no Acre, com queda de 2,99%, fazendo com que o preço médio recuasse para R$ 5,20.

Para a gasolina, os maiores preços médios continuaram concentrados na região Norte, com destaque para Roraima, onde o combustível foi comercializado a R$ 7,41, mantendo estabilidade em relação à quinzena anterior. Os menores preços médios foram observados no Sudeste, especialmente em São Paulo, onde o litro foi vendido, em média, a R$ 6,28.

De acordo com Mascarenhas, apesar das altas observadas, o etanol segue sendo uma alternativa competitiva em diversos estados. “Mesmo com o aumento registrado no início do ano, o biocombustível ainda é vantajoso quando seu preço representa até 70% do valor da gasolina. Além disso, o etanol oferece ganhos ambientais relevantes, por emitir menos poluentes e contribuir para a redução da pegada de carbono”, reforçou.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log.

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